Nestes cinco dias, o cardeal Sandri se concentrou nas questões de liberdade religiosa e de acolhimento mútuo. Na quarta-feira, em reunião com os líderes das atividades apostólicas do país, Sandri elogiou a sua “disposição pessoal para servir a Igreja” e o seu compromisso para que “a vida da comunidade católica no Egito anuncie o Filho de Deus, através da vida sacramental, da catequese e da caridade, especialmente no cuidado, na educação e no serviço concreto a tantos irmãos e irmãs”.
Quanto ao momento difícil que a liberdade religiosa está vivendo no Egito, o cardeal pediu: “Queridos amigos, façamos também nós a parada no oásis de Elim, mencionada no livro do Êxodo, para que a fé seja fortalecida com a contemplação da beleza da amizade com Deus, apesar das sérias preocupações do tempo presente para os cristãos do Oriente Médio e da sua amada terra natal”.
Em Alexandria, o cardeal se reuniu com religiosos egípcios do Sagrado Coração e com os franciscanos missionários do Coração Imaculado de Maria. Depois, consagrou a igreja de Sharm El Sheik, que contou com o apoio da comunidade eclesial local, da nunciatura apostólica e de agências de apoio pertencentes à ROACO (Reunião das Obras de Ajuda às Igrejas Orientais), da qual o prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais é presidente.
Ao confiar as atividades apostólicas do Ano da Fé aos respectivos responsáveis, o cardeal Sandri recomendou “crescer na consciência do dom recebido, intensificando especialmente a vida sacramental pessoal e comunitária”.
O Ano da Fé será uma oportunidade para “renovar o impulso missionário”, marcado pela presença de muitas religiões diferentes no Egito. A este respeito, o cardeal expressou a esperança de que nunca falte a liberdade religiosa e de que “os cristãos também tenham a garantia do respeito pelas suas crenças religiosas”.
Durante o encontro com os fiéis na catedral latina do Cairo, Sandri destacou a intensificação das relações ecumênicas, seladas por reuniões com o patriarca greco-ortodoxo de Alexandria, Teodoro, e com o patriarca copta-ortodoxo Tawadros.
Sobre o papel da Santa Sé, o cardeal explicou que, longe de ser uma potência mundial, ela tem como principal objetivo a liberdade da Igreja e a busca da paz e do respeito pela dignidade da pessoa. E acrescentou que “a perseguição e o martírio são a força da Igreja”.
fonte Zenit.org







