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A União Europeia vai dar prioridade à liberdade religiosa na sua política externa

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Os Ministros dos Assuntos Externos dos 27 países da União Europeia aprovaram a 24 de Junho, em Luxembrugo, uma importante directriz, que regerá as relação da EU com os outros países.

O núcleo do documento, aprovado previamente pelo Parlamento Europeu, reitera que a liberdade religiosa é um “direito humano universal” e, como tal, deve ser protegida e promovida: ” toda a pessoa tem direito a manifestar a sua própria religião ou as suas convicções”, sem temor a discriminações, intimidação ou violências.

O respeito a esse direito básico deverá ser um ponto de referência essencial nas relações exteriores de todos os países membros da EU, assim como nas decisões comunitárias. A decisão foi precedida de diversas intervenções do Parlamento de Estrasburgo contra violências da liberdade em muitos países do mundo, de modo particular, no Oriente e em África, como as sofridas pelos cristãos do Iraque ou Egipto. Os 27 são conscientes de que a liberdade religiosa está cada vez mais ameaçada.

Proteger a liberdade de acreditar ou não acreditar
Os ministros dos Assuntos externos dos 27 aprovam uma importante directriz sobre a defesa da liberdade religiosa

O acordo europeu não inova. Reitera a definição desse direito nas convenções internacionais vigentes, mas deseja assegurar que os Estados relacionados com a EU proteja- de um modo “oportuno, consistente e coerente” – a liberdade de acreditar ou não acreditar, assim como de mudar de religião ou crenças, uma faculdade que se pode exercitar individual ou comunitariamente, em público e en privado. Seria um paradoxo assegurar direitos de pessoas lésbicas, gays, bi, tran ou intersexuais – como se aprovou também na Segunda em Luxemburgo – e não promover adequadamente a máxima liberdade humana, que é a capacidade de se definir perante Deus.

Na elaboração do documento teve-se muito cuidado com a forma de expressão, para evitar o que pudesse dar a impressão de confronto de civilizações. A EU quere ser “imparcial” com todas as religiões. Deseja que se distinga entre a crítica às crenças e a possível incitação ao ódio religioso, sem admitir o fundamentalismo que sanciona indiscriminadamente como blasfémia todo o tipo de opiniões contrárias às convicções dos outros. E compreende também incentivos financeiros, incluída a possibilidade de suspender acordos de cooperação internacional com países que limitem a liberdade, como outros direitos humanos básicos.

O fantasma da “islamofobia”
Na mente de todos estão problemas actuais ocorridos em países particularmente repressivos, como a Coreia do Norte, China, Vietnam, Arábia Saudita ou Paquistão. A diplomacia europeia pensa também na Birmânia, que discrimina gravemente a minoria muçulmana em termos demasiado violentos.

Anne-Bénédicte Hoffner apresenta no La Croix (24-6-2013) a possível reacção de alguns países de maioria muçulmana, que acusará provavelmente a Europa de “islamofobia”. É uma crítica reiterada, por exemplo, contra as leis francesas da laicidade de 2004, que proíbem símbolos religiosos e ocultação dos rosto feminino em espaços públicos. E apresenta o risco de que naqueles países os não muçulmanos sejam vistos como “estrangeiro”.

Mas o documento não contem qualquer fobia: inscreve-se na luta por tornar eficazes os direitos humanos, e está em linha com aordos adoptados antes contra a pena de morte e a tortura, ou a favor dos direitos da criança.

Como é natural, tanto a comissão dos bispos europeus como a conferência ecuménica de igrejas europeias, saudaram positivamente esta medida. Segundo expressou o porta-voz do primeiro organismo, “a EU passa finalmente das palavras aos actos; agora, a União dispõe de um instrumento concreto (cfr. L’Osservatore Romano, 26-6-2013).

fonte: Aceprensa

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Parlamento Europeu Estuda Violações da Liberdade Religiosa


Na terça-feira, 23 de abril, a Direitos Humanos Sem Fronteiras, uma ONG internacional  sediada em Bruxelas, apresentou no Parlamento Europeu o seu mais recente relatório sobre a liberdade de religião e de crença em todo o mundo.

“Identificamos dois principais grupos de países, que não cumprem as normas internacionais da Organização das Nações Unidas. Primeiro, os países muçulmanos, porque eles criminalizam atividades normais relacionadas com a liberdade religiosa e depois, os países comunistas e ex-comunistas que colocam em prática sistemas para controlar todos os grupos religiosos”, relatou Willy Fautre, Diretor da Direitos Humanos sem Fronteiras.

O relatório cita 27 países que mais preocupam. A China foi nomeada o terceiro maior infrator da liberdade de associação religiosa, ficando atrás apenas da Coreia do Norte e Eritreia. A avaliação se baseia em eventos acontecidos em 2012.

“Todas as associações religiosas estão sob o controle dos órgãos estatais. Se eles não estão associados a uma agência estatal, eles são considerados ilegais e são fortemente perseguidos”, disse o Diretor da Direitos Humanos sem Fronteiras.

Tanto o autor do relatório, bem como os membros do Parlamento Europeu, nomearam grupos que são perseguidos na China.

“Estamos especialmente preocupados, claro, sobre a continuação da repressão em massa contra os praticantes do Falun Gong. Foi mencionado no relatório que, desde 1999,  o Falun Gong tem sido o mais massivamente e cruelmente perseguido, havendo centenas de milhares de pessoas que foram presas por praticá-lo”, revelou Tunne Kelam, membro do Parlamento Europeu.

O vice-Presidente do Parlamento Europeu, Laszlo Surjan, reconhece o mesmo padrão de repressão desenvolvido pelo Partido Comunista, de forma similar ao que ele testemunhou na Hungria.

“Esses sistemas totalitários têm medo de qualquer autonomia. A entidade religiosa tem uma forma autônoma de pensar. Eles têm seu próprio ensino e comportamento próprio. Eles não obedecem a tudo”, disse o parlamentar.

O relatório assinala a primeira avaliação internacional que fornece uma lista de pessoas presas por suas crenças em 18 países em todo o mundo.

“A China fez pouco progresso nos últimos anos em matéria de liberdade religiosa. E deve ser dito que temos uma lista de prisioneiros que podem ser usados como uma ferramenta pela UE e pelas ONGs para pedir sua libertação”, revelou o diretor da Direitos Humanos sem Fronteiras

A União Europeia adotará em breve as orientações sobre a Liberdade de Religião ou Crença que, por sua vez, orientarão a sua política em relação a outros países. O relatório liberado na terça-feira vai facilitar a defesa das ONGs e do diálogo externo da UE sobre direitos humanos.

Distinguido trabalho sobre a declaração «Dignitatis Humanae»

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O “Prémio Liberdade Religiosa” 2012, atribuído pela Comissão da Liberdade Religiosa (CLR) em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, distinguiu um trabalho sobre a declaração Dignitatis Humanae, saída do Concílio Vaticano II.

Em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, o júri explica que o galardão foi atribuído ao investigador Rui Pedro Rodrigues Vasconcelos pela forma “cuidada e bem articulada” como refletiu sobre “a visão católica da Liberdade Religiosa” afirmada na última grande assembleia conciliar, que decorreu entre 1962 e 1965.

“Embora restrita ao Magistério da Igreja Católica sobre a liberdade religiosa, e não tanto à esfera civil”, a dissertação premiada “contempla um importante contributo para compreender as alterações posteriores ao Concílio Vaticano II”, realça a CLR.

A Comissão destaca particularmente o estudo realizado à volta dos avanços concretizados nos últimos 50 aos, no “relacionamento dos católicos com os Estados respetivos, na proteção concordatária à liberdade religiosa e reflexamente no desenvolvimento pluralista do direito eclesiástico português”.

O prémio da instituição é atribuído a trabalhos na área da aplicação da liberdade religiosa em Portugal, com realce para as vertentes teológica, filosófica, jurídica, sociológica.

Esta iniciativa tem uma componente monetária, no valor de cinco mil euros, e uma componente de divulgação, assegurada pela publicação do trabalho vencedor.

Na edição correspondente a 2012, o júri “decidiu ainda fazer menção honrosa ao trabalho: ‘Como distinguir o uso e abuso da Liberdade Religiosa’ da autoria de Jorge Teixeira da Cunha”, pela “relevância do tema e a qualidade do texto” enquanto “reflexão filosófica”, acrescenta a mesma nota.

A Comissão da Liberdade Religiosa, criada pelo Decreto-Lei 16/2001, de 22 de junho de 2001, procura assegurar a liberdade de todas as religiões legalmente reconhecidas em Portugal, numa base de neutralidade e igualdade.

fonte: Ecclesia

As ameaças à liberdade religiosa no mundo

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A liberdade religiosa é considerada como a primeira das liberdades, entre outros motivos porque age como uma pedra de toque de todo o sistema de direitos e liberdades em uma nação. É uma experiência generalizada: se esta liberdade não está garantida, nenhuma outra será respeitada.

No mundo contemporâneo, há dois tipos de ameaças à liberdade religiosa: por um lado, em vários Estados (sobretudo no Oriente Médio e algumas nações como a China e Coreia do Norte) há graves proibições contra os fiéis, com risco de prisão, torturas e inclusive a morte. Por outro lado, o laicismo radical ameaça a liberdade religiosa cada vez em mais países.

Entre os Estados que permitem ataques violentos à liberdade religiosa, cabe destacar o caso da Arábia Saudita, considerada a nação mais refratária a esta liberdade humana, onde é proibida qualquer manifestação de fé religiosa diferente da oficial, inclusive em privado ou na intimidade do lar.

Nos países ocidentais (Europa e Estados Unidos), os ataques à liberdade religiosa não são violentos, mas sutis. Nestas nações, estão sendo introduzidas formas de laicismo radical, que defendem que a religião é um assunto privado, que não deve ter manifestações públicas. Por isso, são criticados os líderes religiosos que manifestam sua opinião em assuntos de índole pública.

O laicismo radical dos países ocidentais pretende reduzir a liberdade religiosa à simples liberdade de culto. As confissões religiosas seriam livres para celebrar seus ritos e cultos, bem como convocar seus fiéis, mas não para ter um corpo doutrinal próprio ao qual seus seguidores pudessem aderir.

Não seria correto, neste contexto, que os líderes religiosos tivessem uma moral diferente da oficial, ou que um fiel manifestasse a objeção de consciência em certos assuntos, como aborto, a política familiar ou o chamado casamento homoafetivo.

Especialmente preocupante é o caso dos Estados Unidos, com o programa Obamacare, que busca que todos os planos de saúde, hospitais, universidades e instituições – inclusive religiosas – facilitem certos tratamentos, incluindo alguns considerados imorais por muitas confissões religiosas, como o aborto e a anticoncepção. O Obamacare provocou reações de bispos, que denunciaram este ataque à liberdade religiosa.

Neste contexto, os países da América Latina podem se sentir privilegiados. Alguns indicadores internacionais consideram a América Latina como a melhor região do mundo no que se refere à liberdade religiosa.

Nestas nações, o âmbito religioso é vivido com normalidade; nenhuma crença tem sua liberdade limitada e existe uma sincera colaboração entre o poder civil e as principais confissões religiosas, sem discriminação de ninguém

Existem exceções, como Cuba, um dos piores países do planeta em matéria de liberdade religiosa. Além disso, há países que são cada vez mais preocupantes, como a Venezuela. E, em alguns Estados (particularmente Uruguai e México), há um substrato histórico de laicismo radical que, no entanto, derivou ultimamente em fórmulas de convivência e respeito mútuo entre as instâncias religiosas e políticas.

No entanto, os países da América Latina estão expostos às influências do exterior em todos os âmbitos, e a liberdade religiosa não é uma exceção. Percebe-se cada vez uma maior influência do laicismo radical, cujas consequências ainda são desconhecidas.

A recente eleição do primeiro papa latino-americano pode significar uma mudança nesta tendência.

Conferência «TEDx» debate liberdade religiosa

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‘A liberdade religiosa hoje’ é o tema da conferência TEDx ‘Via della Conciliazione’, patrocinada pelo Conselho Pontifício da Cultura, da Igreja Católica, que decorre a 19 de abril em Roma.

Oradores de vários pontos do globo vão falar no congresso sobre a situação nos seus países, estando também previstos testemunhos através da internet, refere hoje a Rádio Vaticano.

O congresso, que conta com a participação de personalidades de várias religiões, intelectuais e artistas, vai ser aberto pelo presidente do Conselho Pontifício da Cultura, cardeal Gianfranco Ravasi.

“Ainda tem sentido hoje falar de liberdade religiosa?”; “Liberdade e religião são palavras em antítese?”; “A religião pode contribuir no desenvolvimento integral do homem?”; “A razão está aberta à transcendência?”; “O que dá verdadeiro significado à vida?” são as principais questões em debate.

Os conferencistas foram selecionados depois de um ano de pesquisa, e muitos deles nunca se pronunciaram publicamente sobre a liberdade de religião.

O ex-basquetebolista da NBA Vlade Divac e a cantora de origem cubana Gloria Estefan são alguns dos 18 oradores do evento.

“Ao acolher o TEDx no Vaticano queremos promover a mensagem de paz e que a liberdade religiosa constitui uma importante dimensão para a cultura de paz”, referiu a organizadora, Giovanna Abbiati, em declarações prestadas em setembro de 2012.

A TED – Tecnologia, Entretenimento e Design – foi fundada na Califórnia (Estados Unidos da América) em 1948 para promover “ideias que vale a pena partilhar”, permitindo aos oradores falar durante 18 minutos.

Via della Conciliazone é a artéria de Roma que termina na entrada da Praça de São Pedro, centro da Cidade do Vaticano.

fonte Ecclesia

Liberdade religiosa na pauta de Direitos Humanos da União Européia

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O Conselho dos Ministros do Exterior da União Européia estabeleceu que a liberdade de religião e de credo é uma das prioridades, no que tange aos direitos humanos, a serem promovidas nas sedes internacionais das Nações Unidas, neste ano de 2013.

O Conselho se reuniu em Bruxelas, nesta segunda-feira, 18, quando elaborou uma lista de prioridades a serem apoiadas. “A União européia – lê-se na nota divulgada ao final do encontro – continuará a apresentar resoluções sobre liberdade de religião e de credo às Nações Unidas”. Além disto, “participará das discussões sobre o próximo relatório a ser feito pelo relator especial do Conselho da ONU sobre os direitos humanos”, que será focado na situação das pessoas pertencentes às minorias religiosas”.

Entre outros pontos, na conclusão do encontro do Conselho Europeu, foi decidido que a União Européia pedirá que seja denunciada a ‘grave situação dos direitos humanos’ na Síria, a ‘persistente situação crítica’ na Coréia do Norte e a situação ‘preocupante’ no Irã. Graves preocupações também foram expressas em relação à Bielorússia, além da grande atenção à Myanmar, à República Democrática do Congo, Eritréia, Sudão e Sudão do Sul.

Fonte RV

Casos de liberdade religiosa rejeitados no Tribunal dos Direitos do Homem

 

Das quatro queixas por discriminação no local de trabalho, apresentados por britânicos em Estrasburgo, apenas foi dada razão a Nadia Eweida, despedida da British Airways por não retirar um crucifixo.  

O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) rejeitou três queixas de cidadãos britânicos que alegavam discriminação religiosa no local de trabalho.

O tribunal decidiu, esta terça-feira, que os tribunais nacionais tinham agido bem nos casos de Shirley Chaplin, Lillian Ladele e Gary McFarlane.

Chaplin perdeu o seu emprego como enfermeira quando se recusou a retirar um crucifixo de volta do pescoço. Ladele foi despedida depois de pedir para não ter de oficiar em cerimónias de união de facto entre homossexuais e McFarlane, que é terapeuta sexual, ficou sem emprego depois de dizer formalmente que não queria desenvolver esse tipo de trabalho com “casais” homossexuais. Todos invocaram as suas crenças religiosas para defender as suas posições.
 
A única queixosa a quem foi dada razão foi uma ex-funcionária da British Airways. Nadia Eweida tinha sido despedida quando se recusou a retirar o seu crucifixo, apesar de mais tarde a empresa ter alterado as suas normas, passando a permitir esse tipo de adereços religiosos.
 
No seu caso o TEDH alegou que os tribunais domésticos tinham dado demasiado peso à pretensão, em si legítima, da BA querer projectar uma certa imagem empresarial, não atribuindo importância suficiente ao direito à liberdade de religião, protegida pelo artigo 9º da Convenção Europeia dos Direitos Humanos.
 
No caso de Shirley Chaplin, contudo, apesar de ser muito parecido, o Tribunal Europeu teve em conta o facto de o hospital ter pedido a remoção do crucifixo por uma questão de saúde, por considerar que poderia ser um veículo de transmissão de infecção, defendendo o direito do hospital tomar esse tipo de decisão.
 
Já nos dois casos envolvendo objecção à prática homossexual rejeitou as queixas afirmando que em ambos os casos as entidades empregadoras tinham a obrigação de não discriminar contra os seus utentes e que por essa razão não podiam empregar pessoas que se recusavam a trabalhar com “casais” homossexuais.
 
O Tribunal Europeu atribuiu uma compensação de apenas 2000 euros a Nadia Eweida. A britânica, uma cristã copta de origem egípcia, congratulou-se pela decisão mas lamentou que os outros três queixosos não tivessem visto reconhecidos os seus direitos à liberdade religiosa e de consciência.
 
Chaplin, Ladele e McFarlane ponderam agora recorrer à grande câmara do TEDH, onde o caso será reavaliado por um painel de 17 juízes.
 
 
fonte RR

Cardeal Sandri defende liberdade religiosa no Egito

ImagemTerminou na última sexta-feira a visita ao Egito realizada pelo cardeal Leonardo Sandri, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, iniciada no dia da Epifania como parte das iniciativas para celebrar o Ano da Fé.

Nestes cinco dias, o cardeal Sandri se concentrou nas questões de liberdade religiosa e de acolhimento mútuo. Na quarta-feira, em reunião com os líderes das atividades apostólicas do país, Sandri elogiou a sua “disposição pessoal para servir a Igreja” e o seu compromisso para que “a vida da comunidade católica no Egito anuncie o Filho de Deus, através da vida sacramental, da catequese e da caridade, especialmente no cuidado, na educação e no serviço concreto a tantos irmãos e irmãs”.

Quanto ao momento difícil que a liberdade religiosa está vivendo no Egito, o cardeal pediu: “Queridos amigos, façamos também nós a parada no oásis de Elim, mencionada no livro do Êxodo, para que a fé seja fortalecida com a contemplação da beleza da amizade com Deus, apesar das sérias preocupações do tempo presente para os cristãos do Oriente Médio e da sua amada terra natal”.

Em Alexandria, o cardeal se reuniu com religiosos egípcios do Sagrado Coração e com os franciscanos missionários do Coração Imaculado de Maria. Depois, consagrou a igreja de Sharm El Sheik, que contou com o apoio da comunidade eclesial local, da nunciatura apostólica e de agências de apoio pertencentes à ROACO (Reunião das Obras de Ajuda às Igrejas Orientais), da qual o prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais é presidente.

Ao confiar as atividades apostólicas do Ano da Fé aos respectivos responsáveis, o cardeal Sandri recomendou “crescer na consciência do dom recebido, intensificando especialmente a vida sacramental pessoal e comunitária”.

O Ano da Fé será uma oportunidade para “renovar o impulso missionário”, marcado pela presença de muitas religiões diferentes no Egito. A este respeito, o cardeal expressou a esperança de que nunca falte a liberdade religiosa e de que “os cristãos também tenham a garantia do respeito pelas suas crenças religiosas”.

Durante o encontro com os fiéis na catedral latina do Cairo, Sandri destacou a intensificação das relações ecumênicas, seladas por reuniões com o patriarca greco-ortodoxo de Alexandria, Teodoro, e com o patriarca copta-ortodoxo Tawadros.

Sobre o papel da Santa Sé, o cardeal explicou que, longe de ser uma potência mundial, ela tem como principal objetivo a liberdade da Igreja e a busca da paz e do respeito pela dignidade da pessoa. E acrescentou que “a perseguição e o martírio são a força da Igreja”.

fonte Zenit.org

Cristãos perseguidos: entrevista ao coordenador do Observatório da Liberdade Religiosa

…muitos cristãos no mundo sofrem perseguição ou são mortos pela fé em Cristo. Quem confirma que este fenómeno é, infelizmente, ainda muito difundido, é o coordenador do Observatório da Liberdade Religiosa na Itália, Massimo Introvigne, entrevistado por Debora Donnini:

– O Centro de estatísticas religiosas talvez mais avançado é aquele fundado e dirigido – até à sua morte, em 2011 – por David Barrett, nos Estados Unidos. Segundo este Centro, estima-se que também neste ano de 2012, foram assassinados pela sua fé 105 000 cristãos: isto significa um morto em cada 5 minutos. As proporções são, portanto, assustadoras …

Há países, como a Nigéria, onde por causa da violênciafundamentalista dos BokoAram,é perigosoaté mesmo irà Missa, ou seja, irà missa significa arriscar a própria vida

– As áreas de risco são muitas, podem-se identificar essencialmente três principais: os Países onde é forte a presença do fundamentalismo islâmico – Nigéria, Somália, Mali, Paquistão e algumas regiões do Egito; os Países onde ainda existem regimes totalitários de estilo comunista, à frente dos quais está a Coreia do Norte; e ainda os Países onde existem nacionalismos étnicos, que identificam a identidade nacional com uma religião em particular, de modo que os cristãos seriam traidores da Nação. Penso nas violências do Estado de Orissa , na Índia. Na verdade, em muitos destes Países ir à missa ou até mesmo ir à catequese tornou-se em si mesmo perigoso. Na Nigéria, houve um massacre de crianças que iam à catequese.

– No Paquistão, a lei da blasfémia para os cristãos, de facto, constitui um grande perigo … Mesmo em nome desta lei recordamos Asia Bibi, a mulher mãe de cinco filhos ainda na prisão, condenada à morte exactamente em nome desta lei …

– A Itália foi o primeiro País a adoptar Asia Bibi. Certamente os seus esforços até agora salvaram-lhe a vida, mas não devemos esquecer as execuções e os linchamentos, porque às vezes é a própria multidão – eventualmente reforçada por algum pregador – que lincha o acusado antes da condenação. No Paquistão tornou-se, infelizmente, cenas habituais e não existe apenas o caso de Asia Bibi.

Em sua opinião, porque é que hátanto ódiopara com oscristãos no mundo, de facto, ao ponto de se tornarem no gruporeligioso mais perseguido?

– De um lado está a perseguição sangrenta, as mortes por assassinato e as torturas, que são o resultando de algumas ideologias específicas: a ideologia do fundamentalismo islâmico radical, as versões mais agressivas dos etno-nacionalismos e, naturalmente, o que ainda sobrevive da velha ideologia comunista. Sem colocarmos absolutamente no mesmo plano dos mortos – que certamente seria errado – devemos, contudo, recordar que existem fenómenos de intolerância, que é um facto cultural, ou de discriminação por meio de medidas legislativas injustas, que se verificam também nos nossos países, mesmo no Ocidente, como o Santo Padre recordou novamente na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2013. Não surpreendentemente, no discurso de cumprimentos de Natal à Cúria Romana há poucos dias, o Papa falou dos perigos e, por assim dizer, de uma ditadura cultural exercida por uma ideologia específica, e entre as várias tem aquela do “gender” (género). Estas ideologias, é claro, sentem-se ameaçadas pela voz dos cristãos e pela voz da Igreja e, portanto, os seus lobistas promovem campanhas de intolerância e discriminação.

Santo Estêvão morreupedindo ao Senhorpara nãoimputar aosseus assassinos este pecado.A partir dos testemunhos que recolheu, emerge que os cristãos, claramente através da misericórdia deDeus, conseguem perdoar os seusperseguidores?

– Naturalmente, quando se fala de 105 000 mortos por ano, nem todos estes são mártires no sentido teológico do termo. No entanto, dentro deste número existe um – certamente menor – que inclui pessoas que muito conscientemente oferecem a sua vida para a Igreja e muitas vezes rezam também para os seus perseguidores e a estes oferecem o perdão.

E isto é chocante, porque poder perdoar, de alguma forma,os próprios perseguidoresé verdadeiramente uma obraque vem doSenhor …

– Devo dizer que esta é uma característica única do cristianismo, porque muitas outras culturas – pré-cristãs e até mesmo pós-cristãs – falam, pelo contrário, da vingança, como direito e até mesmo verdadeiro dever de honra. O Cristianismo teve esta grande função civilizadora, que hoje se tem a tendência para esquecer, de ter substituído a lógica da vingança com a lógica do perdão.

fonte RV

Igreja felicita Obama pela vitória, mas deixa recados

Tanto o Papa como o presidente da Conferência Episcopal dos EUA deram os parabéns ao Presidente americano reeleito, mas a liberdade religiosa não foi esquecida.

O Papa falou em altíssimas responsabilidades no país e na comunidade internacional quando felicitou hoje Barack Obama pela sua reeleição como presidente dos Estados Unidos.
Na mensagem Bento XVI diz rezar para que Deus assista o Presidente reeleito nas suas responsabilidades e também para que os ideais de liberdade e justiça que guiaram os fundadores dos Estados Unidos continuem a nortear o caminho da nação.
O porta-voz do Vaticano também reagiu à vitória de Obama, deixando votos de que o presidente possa encontrar os melhores caminhos para promover o bem-estar de todos, no respeito pelos valores humanos essenciais, na promoção da cultura da vida e da liberdade religiosa.
A questão da liberdade religiosa é particularmente sensível, uma vez que a Administração de Obama tem estado em conflito com a Igreja americana por causa de um decreto que visa obrigar as instituições católicas a fornecer serviços contraceptivos e abortivos aos seus funcionários, através de seguros de saúde.
Também o Cardeal Timothy Dolan, Arcebispo de Nova Iorque e presidente da Conferência Episcopal dos EUA, felicitou Obama mas deixou vários recados ao vencedor das eleições.
Prometendo que os bispos vão rezar por Obama, Dolan diz: “Em particular, rezamos para que exerça o seu cargo na busca do bem comum, especialmente no cuidado dos mais vulneráveis, incluindo os nascituros, os pobres e os imigrantes. Continuaremos a levantar a nossa voz em defesa da vida, do casamento e da nossa primeira e mais importante liberdade, a liberdade religiosa.”
Fonte RR
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