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Mapa da perseguição religiosa no mundo

Mapa ACN Religious F#20C2B3

Saiba mais http://ow.ly/DNIk3

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Obama and the Churches of Saudi Arabia

Next week the president visits the Kingdom. He should bring up its harassment of Christians.

When President Obama visits Saudi Arabia next week, he will have an opportunity to follow through on his inspiring words at the Feb. 6. National Prayer Breakfast. There, he told thousands of Christian leaders that “the right of every person to practice their faith how they choose” is central to “human dignity,” and so “promoting religious freedom is a key objective of U.S. foreign policy.”

A Saudi woman tries to choose a Valentine's Day teddy bears at a gift shop in the Saudi capital Riyadh, Saudi Arabia Friday Jan 30, 2009. Associated Press

A Saudi woman tries to choose a Valentine’s Day teddy bears at a gift shop in the Saudi capital Riyadh, Saudi Arabia Friday Jan 30, 2009. Associated Press

The freedom so central to human dignity is denied by the Kingdom. The State Department has long ranked Saudi Arabia among the world’s most religiously repressive governments, designating it a “Country of Particular Concern” under the International Religious Freedom Act. Yet the Obama administration, like its predecessors, has not pressed Riyadh to respect religious freedom.

Saudi Arabia is the only state in the world to ban all churches and any other non-Muslim houses of worship. While Saudi nationals are all “officially” Muslim, some two to three million foreign Christians live in the kingdom, many for decades. They have no rights to practice their faith. The Saudi government has ignored Vatican appeals for a church to serve this community, despite the fact that in 1973 Pope Paul VI approved a proposal for the Roman city council to donate city lands for a grand mosque in Rome. The mosque, opened in 1995, is among the largest in Europe.

Christian foreign workers in Saudi Arabia can only pray together clandestinely. Religious-police dragnets against scores of Ethiopian house-church Christians, mostly poor women working as maids, demonstrate the perils of worshiping: arrest, monthslong detention and abuse, and eventual deportation. The more fortunate do what I did when I visited three years ago—sneak off to pray in a windowless safe room behind embassy walls… LER +

The Wall Street Journal, by Nina Shea

As ameaças à liberdade religiosa no mundo

Capela-catolica-clandestina-em-aldeia-do-Yunnan-1994

A liberdade religiosa é considerada como a primeira das liberdades, entre outros motivos porque age como uma pedra de toque de todo o sistema de direitos e liberdades em uma nação. É uma experiência generalizada: se esta liberdade não está garantida, nenhuma outra será respeitada.

No mundo contemporâneo, há dois tipos de ameaças à liberdade religiosa: por um lado, em vários Estados (sobretudo no Oriente Médio e algumas nações como a China e Coreia do Norte) há graves proibições contra os fiéis, com risco de prisão, torturas e inclusive a morte. Por outro lado, o laicismo radical ameaça a liberdade religiosa cada vez em mais países.

Entre os Estados que permitem ataques violentos à liberdade religiosa, cabe destacar o caso da Arábia Saudita, considerada a nação mais refratária a esta liberdade humana, onde é proibida qualquer manifestação de fé religiosa diferente da oficial, inclusive em privado ou na intimidade do lar.

Nos países ocidentais (Europa e Estados Unidos), os ataques à liberdade religiosa não são violentos, mas sutis. Nestas nações, estão sendo introduzidas formas de laicismo radical, que defendem que a religião é um assunto privado, que não deve ter manifestações públicas. Por isso, são criticados os líderes religiosos que manifestam sua opinião em assuntos de índole pública.

O laicismo radical dos países ocidentais pretende reduzir a liberdade religiosa à simples liberdade de culto. As confissões religiosas seriam livres para celebrar seus ritos e cultos, bem como convocar seus fiéis, mas não para ter um corpo doutrinal próprio ao qual seus seguidores pudessem aderir.

Não seria correto, neste contexto, que os líderes religiosos tivessem uma moral diferente da oficial, ou que um fiel manifestasse a objeção de consciência em certos assuntos, como aborto, a política familiar ou o chamado casamento homoafetivo.

Especialmente preocupante é o caso dos Estados Unidos, com o programa Obamacare, que busca que todos os planos de saúde, hospitais, universidades e instituições – inclusive religiosas – facilitem certos tratamentos, incluindo alguns considerados imorais por muitas confissões religiosas, como o aborto e a anticoncepção. O Obamacare provocou reações de bispos, que denunciaram este ataque à liberdade religiosa.

Neste contexto, os países da América Latina podem se sentir privilegiados. Alguns indicadores internacionais consideram a América Latina como a melhor região do mundo no que se refere à liberdade religiosa.

Nestas nações, o âmbito religioso é vivido com normalidade; nenhuma crença tem sua liberdade limitada e existe uma sincera colaboração entre o poder civil e as principais confissões religiosas, sem discriminação de ninguém

Existem exceções, como Cuba, um dos piores países do planeta em matéria de liberdade religiosa. Além disso, há países que são cada vez mais preocupantes, como a Venezuela. E, em alguns Estados (particularmente Uruguai e México), há um substrato histórico de laicismo radical que, no entanto, derivou ultimamente em fórmulas de convivência e respeito mútuo entre as instâncias religiosas e políticas.

No entanto, os países da América Latina estão expostos às influências do exterior em todos os âmbitos, e a liberdade religiosa não é uma exceção. Percebe-se cada vez uma maior influência do laicismo radical, cujas consequências ainda são desconhecidas.

A recente eleição do primeiro papa latino-americano pode significar uma mudança nesta tendência.

Multidão acompanha Missa na Praça da Revolução



Havana – “A verdade é um anseio do ser humano, e procurá-la supõe sempre um exercício de liberdade autêntica.” Palavras claras, simples e sinceras de Bento XVI pronunciadas na homilia desta quarta-feira, 28, em Havana, último encontro multitudinário desta importante visita à América Latina.

Na emblemática Praça da Revolução, como o próprio Pontífice a definiu, o cenário leva à reflexão: do palco montado no estilo das antigas casas cubanas, em frente da estátua imponente do pai da pátria, José Martí, Bento XVI via, do seu lado esquerdo, a escrita “A caridade nos une”, à sua frente, as duas imagens características impressas nos prédios que formam a Praça, Che Guevara e Camilo Cienfuegos, heróis da revolução, e do lado direito, a imagem de Nossa Senhora da Caridade do Cobre, com a escrita a “Jesus por Maria”. Normalmente, a Praça emana a energia dos anos revolucionários, hoje emanava a esperança, a palavra de vida, de verdade e liberdade que nos trouxe Jesus Cristo.

Cerca de 300 mil pessoas participaram com espírito recolhimento, e ouviram atentas as palavras do Papa, que, sob a proteção da Virgem da Caridade, promoveu um raro momento de reconciliação, de união do povo cubano. Estava presente também o Presidente Raúl Castro, que não perdeu a ocasião de saudar novamente o Pontífice.

Se a verdade é mal interpretada, advertiu Bento XVI, leva à irracionalidade e ao fanatismo. “Não hesitem em seguir Jesus Cristo”, exortou, recordando que esta mensagem é a razão de ser da Igreja. Todavia, para difundir a Boa Nova, os fiéis precisam ser livres – termo usado 14 vezes na homilia. O Papa reconhece os passos feitos na relação entre Igreja e Estado, mas pede mais, pede que avancem ulteriormente. Uma menção também foi reservada ao sacerdote Félix Varela, filho ilustre desta cidade e que entrou na história de Cuba como o primeiro que ensinou seu povo a pensar – missão esta que a Igreja também reivindica nos ambientes de formação e nos centros universitários.

fonte: Rádio Vaticano

Leia aqui a homilia do Papa em língua portuguesa.

UE: Cortes no apoio financeiros a países que violem liberdade religiosa

O Parlamento Europeu pediu uma “estratégia” da UE para o respeito da liberdade religiosa, que inclua “uma série de medidas contra os Estados que deliberadamente não protejam as confissões religiosas”.

Na primeira sessão plenária de 2011, que decorreu em Estrasburgo (França), os eurodeputados assumiram uma resolução em defesa dos cristãos perseguidos e da liberdade religiosa.

Em declarações à «Rádio Vaticano», Mario Mauro, um dos deputados responsáveis pela resolução, ressaltou as novidades que o documento traz consigo. “Pela primeira vez, deu-se credibilidade aos dados recolhidos pela organização não governamental «Ajuda à Igreja que Sofre», a qual evidenciou que 75% das pessoas assassinadas por motivos religiosos são cristãs”, indicou.

A resolução “insta os líderes de todas as comunidades religiosas da Europa a condenarem os ataques a comunidades cristãs e a grupos de outras crenças com base na igualdade do respeito por cada confissão religiosa”.

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