Índia: nova onda de violência anticristã em Orissa
O Estado indiano de Orissa é, mais uma vez, cenário de violência anticristã.
Após os acontecimentos dramáticos de 2007 e 2008, a comunidade local volta a viver com medo.
Algumas fontes locais referiram à agência vaticana Fides que, desde dezembro, as comunidades cristãs do distrito de Malkangiri têm sofrido ataques repetidos.
Nos últimos 30 dias, em particular, intensificaram-se os ataques, registrando mais de 10 episódios, durante os quais vários dos fiéis ficaram feridos, incluindo principalmente crianças e mulheres grávidas.
O pastor Vijay Purusu, da Igreja Evangélica Betel Church, disse que os cristãos têm sido atacados e espancados durante a noite. Pelo menos quatro famílias, aterrorizadas, abandonaram suas casas.
Nos ataques de 2007-2008, em Orissa, Estado da região centro-oriental da Índia, foram destruídas mais de 6.600 casas de cristãos. Os desalojados foram mais de 56 mil.
A violência recente é obra do mesmo grupo de então, o movimento de militantes fundamentalistas hindus Rashtriya Swayamsevak Sangh (RSS), que passou impune pela devastação de três anos atrás.
As denúncias que os cristãos fizeram à polícia nas últimas semanas não foram respondidas e não houve qualquer ação oficial para parar os ataques.
“Os ataques foram motivados pelo fato de que os hindus continuam desprezando e invejando o excelente trabalho realizado pelos cristãos no âmbito social, da saúde e assistencial”, afirmaram as fontes à agência Fides.
Neste contexto, o All India Christian Council (AI CC) enviou um memorando ao ministro do Interior da União da Índia, P.Chidambaram, e ao primeiro-ministro do Estado de Orissa, Naveen Patnaik, pedindo-lhes para instituir uma National Investigation Agency, que demonstre a culpabilidade da rede extremista hindu Sang Parivar nos ataques de 2008.
A violência, no entanto, não se limita apenas ao Estado de Orissa.
Em 11 de fevereiro, em Jaipur, no Rajastão (noroeste da Índia), um pastor cristão foi tomado como o alvo de uns jovens extremistas hindus, que o insultaram, despiram e espancaram, forçado-o a viajar mais de 5 km nu pela principal rua da cidade.
Apesar da denúncia à polícia, até agora nenhum dos acusados foi preso.
(fonte: ZENIT.org)
Não há tolerância para com o cristianismo
Durante muitos anos, grupos homossexuais advogaram pela tolerância e pela eliminação das leis que eles consideravam discriminatórias. Agora que, em grande medida, eles venceram sua batalha, seu entusiasmo pela tolerância desapareceu. Os cristãos, que por razões de consciência sentem que não podem ser favoráveis ao comportamento homossexual, sofrem cada vez mais pressões. O último caso na Grã-Bretanha afetou um médico cristão, Hans-Christian Raabe.
Há menos de um mês, Raabe foi nomeado para o Conselho de Assessoria sobre o Consumo de Drogas (informações da BBC, 7 de fevereiro). Mas acaba de ser despedido porque escreveu um artigo relacionando a homossexualidade com a pedofilia.
Raabe foi co-autor de um estudo intitulado “Casamento gay e homossexualidade: comentários médicos em fevereiro de 2005”. O artigo afirma que, embora a maioria dos homossexuais não esteja implicada na pedofilia, verifica-se um número desproporcionalmente grande de homossexuais entre os pederastas.
“A minha nomeação foi revogada só por causa dos meus pontos de vista sobre temas sem relação alguma com a política antidrogas”, lamentou Raabe em comentários publicados no mesmo dia pelo Daily Mail.
Comentando a pressão que existe para impor a aceitação da homossexualidade, a jornalista do Daily Mail, Melanie Phillips, lamentava em sua coluna de 24 de janeiro: “O que já foi uma tentativa de eliminar atitudes desagradáveis contra uma pequena minoria sexual se tornou agora uma espécie de fanatismo em sentido contrário”.
Phillips relatou casos em que os cristãos são tratados de modo injusto por causa dos seus pontos de vista sobre a homossexualidade. Seu alarme diante desta tendência não deixa de ter razões, como revelaram as reações que ele provocou.
Intolerância
Segundo reportagem de 1º de fevereiro do Christian Institute, a publicação da coluna de Phillips gerou um “fluxo vicioso de ódio” contra ela, incluindo convocações a assassiná-la. Phillips comenta que o lobby homossexual está espalhando com abundância o mesmo ódio e intolerância dos quais esses grupos se dizem vítimas.
“O que mais me alarma, e esta é a razão de eu me concentrar nos perigos dessas diversas agendas de direitos, é que eles estão corroendo os valores de bases que sustentam a nossa sociedade livre, tolerante e liberal”, acrescenta Phillips.
Pouco antes deste episódio, Peter e Hazelmary Bull foram multados por se negarem a reservar um quarto de seu hotel na Cornuália para um casal homossexual, em setembro de 2008.
O juiz Rutherford, do Tribunal do Condado de Bristol, concedeu indenização de 1.800 libras a cada um (BBC, 18 de janeiro). O casal tinha uma relação civil, mas os Bull, evocando suas crenças cristãs, mantinham a política de reservar os quartos duplos para casais unidos em matrimônio.
“A nossa política sobre as camas de casal se baseia nas nossas sinceras crenças sobre o matrimônio, sem hostilidade contra ninguém”, afirmou Peter após o julgamento.
Mike Judge, do Christian Institute, que financiou a defesa dos Bull, declarou à BBC que “esta sentença fornece mais evidências de que as leis de igualdade estão sendo usadas como espada e não como escudo”.
“O direito a ter uma crença religiosa e agir de acordo com ela é contraposto ao direito de não ser ofendido – e perde”, observou um editorial de 18 de janeiro do Telegraph.
O editorial sustentava que hoje existe um insano desequilíbrio entre a liberdade dos crentes e a daqueles que se consideram discriminados.
Adoção
Outro exemplo deste desequilíbrio foi sentido por uma pediatra cristã que perdeu uma ação por discriminação religiosa, depois de ser despedida de um órgão de adoções por defender que crianças não deveriam ser adotadas por casais homossexuais.
Sheila Matthews perdeu seu cargo no Conselho do Condado de Northamptonshire quando optou por se abster de votar em casos que envolvessem casais homossexuais (Independent, 16 de novembro de 2010).
O juiz do trabalho, John MacMillan, afirmou que o tema “transcende as fronteiras de todas as religiões”. Também sentenciou que Sheila devia pagas as custas de ambas partes.
A matéria do Independent relatava o depoimento de Sheila: “Como cristã, eu acredito que o casamento entre um homem e uma mulher numa relação sexual fiel e monogâmica é o ambiente mais apropriado para a educação das crianças”.
Ela explicou que tinha começado a estudar o tema em 2004 e que encontrou pesquisas com evidências de que as crianças de casais homossexuais não se desenvolviam tão bem como as de casais heterossexuais. Segundo o juiz, a postura de Sheila se baseava menos em bases científicas do que em fundamentos religiosos, o que o levou a negar-lhe razão.
No Canadá, o Tribunal de Apelação de Saskatchewan sentenciou que os juízes de paz da província não poderiam negar-se a realizar cerimônias de casais do mesmo sexo (National Post, 11 de janeiro).
Os cinco membros do tribunal rejeitaram por unanimidade duas leis propostas pelo governo. Uma propunha autorizar todos os juízes de paz a recusarem cerimônias de casamentos civis contrárias às suas crenças religiosas. A outra pretendia conceder esta isenção só aos juízes de paz que estivessem no cargo quando foi legalizado o casamento homossexual, em novembro de 2004.
Direito de opinar
Não são apenas os cristãos que enfrentam problemas por causa dos seus pontos de vista quanto à homossexualidade. Um caso notável foi o de um foro online da Austrália, o On Line Opinion.
Graham Young, o redator, explicou a situação numa postagem de 7 de fevereiro. Durante 11 anos, a página tinha sido uma plataforma aberta às idéias, escreveu Young.
O futuro do site está agora ameaçado por uma campanha contra os seus anunciantes, que geram cerca de metade da receita necessária para sustentá-lo. O problema surgiu após a publicação de um artigo de Bill Muehlenberg, que se opunha ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Young afirma que tinha decidido publicar uma série de artigos, com diversos pontos de vista, sobre o casamento homossexual, atendendo aos pedidos de se debater o assunto no parlamento federal. O artigo de Muehlenberg se fundamentava em pesquisas e tinha sido redigido numa linguagem bastante neutra, explica Young.
E acrescenta que se alguém não estava de acordo com as opiniões do artigo, a forma de responder era contribuindo com suas próprias opiniões, em vez de suprimir qualquer ideia contrária.
O artigo de Muehlenberg foi publicado em dezembro. Após a campanha dos ativistas homossexuais, algumas empresas deixaram de anunciar na página e o dinheiro da publicidade caiu praticamente a zero, afirma Young.
Christopher Pearson comenta a situação em um artigo de 5 de fevereiro, no jornal Australian. Ele se colocou em contato com as empresas envolvidas e uma das respostas que recebeu foi do banco ANZ.
“A retirada de nossa publicidade não se deveria considerar uma violação da liberdade de expressão; simplesmente escolhemos não anunciar em blogs que não estejam em linha com nossos valores da organização”, disseram-lhe.
“Ó, valente mundo novo! Qualquer coisa menos ser acusado de que o casamento gay não esteja na linha dos valores organizacionais de ANZ”, comenta Pearson.
Ódio
Os ativistas homossexuais acusam os cristãos, e outros que não estão de acordo com eles, de odiá-los. Isso apesar das repetidas explicações de que não se faz oposição às pessoas, mas apenas à conduta sexual.
De fato, o Catecismo da Igreja Católica indica claramente que “o ódio voluntário é contrário à caridade” (No. 2303).
Ao tratar a homossexualidade, o Catecismo assinala que as pessoas com tendências homossexuais “devem ser acolhidas com respeito, compaixão e delicadeza” (No. 2358). Não obstante, a Igreja católica, junto a outros muitos cristãos, não aceita a prática do comportamento homossexual.
Cada vez mais, os direitos dos homossexuais entram em confronto com o direito dos crentes de realizar aquilo que se sentem chamados a fazer. Para que haja de verdade liberdade religiosa, é necessário permitir que as pessoas atuem de acordo com sua consciência.
(P. John Flynn, L.C – ZENIT.org)
Papa recebeu presidente do Parlamento Europeu e pediu protecção para os cristãos
Bento XVI e Jerzy Buzek destacam contributo da Igreja Católica na construção da Europa, apelando à defesa da liberdade religiosa
Cidade do Vaticano, 28 Fev (Ecclesia) – Bento XVI recebeu hoje no Vaticano o presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, apelando em favor da defesa das comunidades cristãs, principalmente nos países em que são minoritárias.
Em comunicado, a sala de imprensa da Santa Sé refere que no decorrer do encontro foram abordados “temas de actualidade, como o compromisso pela promoção da liberdade religiosa e a tutela das minorias cristãs no mundo”.
Buzek encontrou-se ainda com o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, e o secretário do Vaticano para as relações com os Estados, arcebispo Dominique Mamberti.
Segundo a Santa Sé, os encontros decorreram num “clima de cordialidade”, permitindo “um útil intercâmbio de opiniões sobre as relações entre a Igreja Católica, o Parlamento Europeu e as outras instituições europeias”, destacando “o contributo que a Igreja pode oferecer” neste contexto.
Antecipando esta visita, Jerzy Buzek referiu em entrevista concedida à agência SIR que a perseguição aos cristãos no Médio Oriente “é uma preocupação partilhada pelo Parlamento Europeu”, e que estão a ser tomadas medidas para “arrepiar caminho” na preservação da liberdade religiosa.
O político polaco apresentava o cristianismo como “fonte importante de inspiração para a Europa”, que importa defender.
“Quando um Papa da Alemanha se encontra com o presidente do Parlamento Europeu, um polaco, nós podemos agradecer aquilo que conseguimos até agora”, sustentava Jerzy Buzek, considerando esta ida à Santa Sé como um símbolo de que “o Leste e o Oeste da Europa estão finalmente a crescer em conjunto”.
O Tratado de Lisboa, assinado em 2007, deu pela primeira vez uma base legal para o diálogo institucional entre a União Europeia e representantes das diversas comunidades religiosas.
UE condena violência contra cristãos
O Conselho dos Negócios Estrangeiros da União Europeia adoptou uma resolução na qual manifesta a sua “firme condenação” da violência contra cristãos e membros de outras comunidades religiosas.
O texto, ainda em forma provisória, foi aprovado após a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos Estados-membros da UE, que decorreu em Bruxelas, Bélgica, esta segunda-feira.
“O Conselho reafirma o forte compromisso da União Europeia na promoção e protecção da liberdade de religião ou de crença, sem qualquer discriminação”, pode ler-se.
No documento, os ministros dos 27 manifestam “profunda preocupação pelo crescente número de actos de intolerância e discriminação religiosa”, lembrando “actos de terrorismo em vários países” contra cristãos e seus locais de culto, peregrinos muçulmanos e outras comunidades.
Os responsáveis pela diplomacia da UE manifestam as suas condolências e “solidariedade” às vítimas, afirmando que “a liberdade religiosa é um direito humano universal que tem de ser protegido em toda a parte e para todas as pessoas”.
Esta declaração surge depois de uma tentativa falhada de consenso, a 31 de Janeiro, situação que suscitara críticas, entre outros, do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa.
O Conselho dos Negócios Estrangeiros da UE pede á comunidade internacional que consolide a sua “resposta colectiva aos que querem usar a religião como um instrumento de divisão, alimentando o extremismo e a violência”.
Os ministros convidam Catherine Ashton, Alta Representante da União Europeia para as áreas dos Negócios Estrangeiros e Políticas de Segurança, a “relatar medidas tomadas e propostas concretas para fortalecer a acção” da UE neste campo da liberdade religiosa.
Veja aqui o documento
Fonte Ecclesia
Atacadas três igrejas e dois centros cristãos em Java
Indonésia: cresce a intolerância às minorias religiosas
Por Paul De Maeyer
ROMA, sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) – Na capital da Indonésia, Jacarta, foi aberta em 6 de fevereiro a “Semana para a Harmonia Inter-Religiosa”, iniciativa patrocinada pelas Nações Unidas, com uma cerimônia no estádio Istora Senayan, onde o Papa João Paulo II celebrou uma missa em 9 de outubro de 1989. Mas por trás dos discursos de cortesia e dos convites à tolerância recíproca, esconde-se uma realidade pouco amistosa.
Neste 8 de fevereiro, uma multidão de muçulmanos enfurecidos atacou e destruiu três igrejas em Te Mang Gung, capital de província de Java Central. Entre os alvos estavam a paróquia católica de São Pedro e São Paulo, um orfanato cristão e um posto de saúde das Irmãs da Providência. No ataque saiu ferido o pároco, Pe. Saldanha, missionário da Sagrada Família, enquanto tentava proteger o sacrário e a Eucaristia.
A ira da multidão foi suscitada pela condenação de um cristão acusado de proselitismo e blasfêmia, Antonius Richmond Bawengan, de 58 anos, a cinco anos de prisão, veredito considerado “suave demais”, já que era esperada a pena de morte. O homem, nascido na província de Sulawesi Setentrional, foi preso em outubro por distribuir material missionário, considerado ofensivo para o islã. A turba assaltou primeiro o tribunal, para depois se manifestar pelas ruas incitando à violência (Jakarta Globe).
“Estamos abalados. A violência nunca é uma boa solução. Pedimos a todos, muçulmanos e cristãos, que encarem todas as questões de forma civilizada e com espírito de fraternidade. Convido os fiéis católicos e todos os cristãos a não reagirem à violência. Queremos dar um sinal de paz para todos”, disse a Fides Dom Johannes Pujassumarta, arcebispo de Semarang e secretário da Conferência Episcopal da Indonésia (KWI, ou Konferensi Waligereja Indonesia), que falou de uma “violência planejada e orquestrada”. O arcebispo enviou também uma mensagem para os fiéis.
Suas palavras foram confirmadas pelo jesuíta Ignacio Ismartono, perito em Diálogo Inter-Religioso. “O aumento da intolerância – num contexto como o da Indonésia, caracterizado pela convivência pacífica – leva a pensar que existem forças obscuras querendo alimentar a tensão na sociedade. A violência em Te Mang Gung tinha sido preparada dias antes, mas a polícia não fez nada para prevenir as ações”, contou a Fides.
Tudo indica que no país muçulmano mais populoso do globo, com 220 milhões de habitantes, os ataques e os atos de intolerância às minorias religiosas estão aumentando. A última pesquisa a respeito foi publicada dias antes pelo Setara Institute for Democracy and Peace. Com os dados coletados pelo instituto, com sede em Jacarta, pode-se constatar que no transcurso de 2010 houve na Indonésia pelo menos 216 violações à liberdade religiosa e de culto.
Destes, 91 casos ocorreram na parte ocidental de Java – a ilha principal e mais populosa do arquipélago – e 28 na parte oriental; 75 foram contra as confissões cristãs. Segundo o instituto, há um gritante aumento em comparação com o ano anterior, quando foram apenas 12. De acordo com a Compass Direct News (3 de fevereiro), 43 destes 75 casos foram ataques contra locais de culto e outras ameaças à segurança.
Os autores destes atos de violência são, na maioria, membros de movimentos radicais muçulmanos. Segundo Ismail Hasani, pesquisador do Setara Institute, destacam-se o Islamic Defenders Front (FPI) e o Islamic People’s Forum (FUI), responsáveis, respectivamente, por 17 e 11 incidentes desse tipo.
Uma das dificuldades que as diversas denominações cristãs encontram na Indonésia é conseguir autorização para construir novos locais de culto ou fazer trabalhos de reconstrução.
É emblemático o caso da igreja protestante Taman Yasmin, em Bogor, Java Ocidental, cujas obras foram embargadas pelas autoridades locais a pedido do FUI. Nem uma sentença do Tribunal Supremo da Indonésia, em 14 de janeiro, conseguiu desbloquear a situação. Como conta o Jakarta Post (29 de janeiro), a comunidade protestante de Bogor pediu agora aos juízes supremos uma cópia oficial da sentença, com a esperança de calar os clamores dos extremistas.
Depois da comunidade cristã, a minoria religiosa mais exposta a violações e abusos na Indonésia é a seita muçulmana dos ahmadiyya (ou Ahmadi), considerados “hereges” ou “apóstatas”, porque dizem que Maomé não é o último profeta. Segundo dados do Instituto Setara, esta minoria, que na Indonésia tem cerca de 200.000 seguidores, sofreu 50 ataques em 2010.
O último e gravíssimo episódio foi no domingo 6 de fevereiro, quando um grupo de quase 1.500 pessoas (armadas com barras de ferro e facões) assaltou a casa de um chefe desta minoria no povoado de Cikeusik, na província de Banten (extremo-oeste de Java). Segundo a Associated Press (6 de fevereiro), o ataque deixou três mortos e seis feridos, dos quais quatro em estado extremamente grave.
Como em outros países muçulmanos, os dirigentes das minorias e os grupos pró-direitos humanos denunciam a passividade, às vezes conivência ou cumplicidade, das autoridades com os radicais, com frequência por motivos eleitorais. O bispo de Padang, Dom Martinus Dogma Situmorang, lançou recentemente uma severa advertência a este respeito e definiu como “preguiçosa” a resposta do governo aos verdadeiros problemas do país. Segundo o prelado, “uma crise moral” assola a Indonésia, junto com o aumento da intolerância, fenômeno perante o qual a Igreja não pode permanecer em silêncio (AsiaNews, 1 de fevereiro).
Muitos observadores criticam, também, o presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono (conhecido apenas como SBY). Segundo Hasani, do Setara Institute, o presidente finge não ver as violações da liberdade religiosa no país. Durante um encontro com representantes da Igreja, o líder declarou com orgulho, no último 21 de janeiro, que durante a sua administração não tinha havido sérios abusos contra os direitos humanos. “Pelo contrário”, afirmou Hasani: “Não houve iniciativas ou progressos significativos para superar os abusos que a Igreja enfrentou” (Compass Direct News, 3 de fevereiro).
Os últimos acontecimentos obrigaram o presidente a reagir. O ministro de Assuntos Políticos, Legais e de Segurança, Djoko Suanto, difundiu um comunicado de Yudhoyono. “O presidente denuncia o ato anárquico perpetrado por um grupo de pessoas que atacaram lugares de culto e outras estruturas em Te Mang Gung”. A polícia de Java Central recebeu a ordem de identificar os responsáveis e levá-los aos tribunais. Segundo o Jakarta Globe, a polícia prendeu nas últimas horas o primeiro suspeito.
FUNDAMENTALISMO, LAICISMO E LIBERDADE RELIGIOSA
Este novo Europeu não tem consistência histórica mas pretende ter chegado ao fim da História. E os Europeus curvam-se perante o novo ídolo, correndo a venerá-lo nos hipermercados e nos centros comerciais, como em séculos passados acorriam às catedrais para adorar o Deus verdadeiro.
1. A noite de ano novo foi marcada pelo brutal e cobarde ataque de terroristas islâmicos a uma igreja cristã, no Egipto: segundo algumas versões, um bombista suicida misturou-se com os cristãos que saíam da igreja dos Santos, em Alexandria, e fez-se explodir; segundo outras, tratou-se de um carro armadilhado que explodiu à porta da igreja, quando os cristãos saíam da Missa. Fosse como fosse, o resultado foi trágico: vinte e três pessoas mortas e várias dezenas feridas. Tratou-se de mais um, na já longa série de ataques mortais contra os cristãos do Médio Oriente. Embora cidadãos de pleno direito dos seus países, são perseguidos, discriminados e mortos por fundamentalistas muçulmanos – sempre em nome da religião mas por motivos que nada têm a ver com o Deus verdadeiro.
2. Este atentado no Egipto parece ter conseguido despertar algumas consciências, sobretudo na Europa. Responsáveis políticos de alguns países europeus manifestaram a sua indignação; e os meios de comunicação social deram algum destaque a esta violência contra os cristãos. Mas, passada a inconveniência do momento, é de prever que tudo ficará na mesma. Na Europa, na União Europeia, prevalecem o dinheiro, o negócio, a indiferença religiosa e o laicismo agressivamente anti-cristão. Para os mercadores e financeiros europeus, o apaziguamento face ao Islão militante é a palavra de ordem. Em primeiro lugar estão os negócios, o petróleo. Os cristãos perseguidos e mortos nesses países? É um problema menor, se os negócios prosperarem. Para o laicismo anti-cristão, a sorte dos cristãos no Médio Oriente não tem grande importância…
Por Elias Couto | Leia o texto completo no site Cristo e a Cidade
A Agenda Europa
Abolir as raízes cristãs da sociedade europeia é um atentado cultural mas é também alinhar com a perseguição que se abate sobre os cristãos que são hoje as maiores vítimas das perseguições do Mundo.
A Agenda da UE teve este ano uma importante novidade: a referência no calendário anual das festas religiosas de diversas religiões, excluindo as datas de referência do cristianismo. Nem Natal, nem Páscoa! O dia 25 de Dezembro é tão-só o dia 25 de Dezembro
Os factos são conhecidos. A Comissão Europeia mandou imprimir três milhões de agendas para oferecer a outros tantos alunos e professores de escolas dos países que compõem a União Europeia. Esta agenda, cheia de informações, teve este ano uma importante novidade: a referência no calendário anual das festas religiosas de diversas religiões, excluindo as datas de referência do cristianismo. Nem Natal, nem Páscoa! O dia 25 de Dezembro é tão-só o dia 25 de Dezembro.
Numa Europa berço da civilização ocidental, filha directa do cristianismo, ensina-se às crianças as datas referência, esquecendo as cristãs, apagando as suas origens, base da sua cultura e da sua matriz genética, definidora e diferenciadora, formadora do conjunto cultural do velho continente. Um espanto. Protestaram diversos países como a Itália, a Polónia, o vice-ministro francês, entre outros, e a Comissão Europeia decidiu publicar oito milhões de erratas para distribuir às escolas que tinham recebido as agendas.
É evidente que os responsáveis pelo facto não o fizeram por esquecimento. Ninguém se esquece que dia 25 de Dezembro não é um dia qualquer do calendário, e nenhum europeu se lembra dos dias festivos dos muçulmanos ou dos budistas e não se recorda dos dias que lhe marcam o seu próprio calendário. É óbvio que se tratou de um apagar deliberado do cristianismo, o que é em si mesmo o sinal da mais brutal intolerância como é, igualmente, um sinal de obscurantismo e de ignorância. É, sobretudo, um profundo gesto de hostilidade para com os cristãos.
Muitas vezes, na história da Europa, se tentou apagar as referências ao cristianismo. Os jacobinos franceses tentaram substituir o calendário gregoriano e impor o “Calendário Revolucionário Francês”, mudando assim a nomenclatura dos dias e obviamente os feriados católicos e a referência ao nascimento de Cristo. Dessa revolução, no que respeita à agenda resta a referência ao 18 de Brumário e não sobrou nenhum dia feriado dos 5 “sans-culottes”. Mesmo em Portugal, abundaram as tentativas, a mais ridícula das quais foi certamente a proibição do bolo-rei e sua substituição pelo bolo da República.
Abolir as referências cristãs na Europa é fazer esquecer que na origem de muito do que de melhor existe na civilização ocidental tem origem no cristianismo. Na Igreja Católica nasceu a sistematização das primeiras universidades, os primeiros hospitais, os livros que permitiram salvaguardar o essencial da cultura clássica, as misericórdias, a assistência social e um inquestionável património artístico.
Abolir as raízes cristãs da sociedade europeia é um atentado cultural mas é também alinhar com a perseguição que se abate hoje sobre os cristãos que são hoje as maiores vítimas das perseguições do Mundo. No Parlamento Europeu foi recordado que 75% das perseguições religiosas que hoje acontecem são contra cristãos. No Iraque, no Egipto, na Índia, na Nigéria, nas Filipinas, no Irão, em Chipre ou na China, recordam só alguns casos dramáticos recentes. Alguns silêncios escandalosos de autoridades e organizações humanitárias tão prontos a falar de outras perseguições raia o escândalo. Quantas vezes o silêncio cala a denúncia e a hostilidade substitui a solidariedade com as vítimas?
A agenda da Comissão Europeia não tinha uma falha, um esquecimento, que uma errata ou oito milhões de erratas supere. A Agenda Europeia só me fez lembrar a história que se contava há anos, antes da queda do comunismo: uma guia do Museu Hermitage, perante um quadro de uma Anunciação, explicava aos visitantes que o quadro representava o que acontecia no tempo dos czares, com uma camponesa forçada a ajoelhar perante uma representante da nobreza…
Felizmente, a Agenda Europa já nem no Hermitage pode ser oferecida.
Zita Seabra (in JN)
Cresce a perseguição contra os cristãos
Um início de ano violento
Por Pe. John Flynn, L.C.
A mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz, 1 de janeiro, é dedicada ao tema da liberdade religiosa e os problemas criados pela perseguição dos cristãos em muitas partes do mundo. O Papa comenta que “também o ano que encerra as portas esteve marcado pela perseguição, pela discriminação, por terríveis actos de violência e de intolerância religiosa”. Infelizmente, 2011 não parece que vá ser melhor.
Apenas meia hora depois de ter começado o novo ano, explodia uma bomba no exterior da igreja copta dos Santos, na cidade egípcia de Alexandria, enquanto 1.000 pessoas saíam dela, informou naquele dia Associated Press. A cifra inicial de mortes foi de 21, que aumentaram depois a 25, e cerca de uma centena de pessoas ficaram feridas. Segundo uma reportagem da BBC de 1 de janeiro, após a explosão, o presidente do país, Hosni Mubarak, chamou a unidade contra o terrorismo de muçulmanos e cristãos.
Nos dias que seguiram à explosão, houve vários enfrentamentos entre grupos de cristãos e muçulmanos. “O sangue de seus mártires se mesclou em Alexandria para dizer-nos que todo Egito é objetivo e que o terrorismo cego não diferencia entre um copta e um muçulmano”, declarou em uma emissão à televisão estatal, informava a BBC. A BBC assinalava que era o segundo Natal consecutivo amargado pelo derramamento de sangue da comunidade copta do Egito.
A 6 de janeiro de 2010, seis fiéis e um oficial de polícia muçulmanos foram assassinados em um tiroteio próximo de uma igreja na cidade de Naga Hamady. O ataque não dissuadiu as pessoas de voltarem no dia seguinte à missa de manhã, segundo um artigo do New York Times de 2 de janeiro. Segundo a reportagem, os bancos da igreja estavam quase cheios.
Bento XVI condenou o ataque. Falando antes de rezar o Angelus no dia 2 de janeiro, o pontífice deplorava tanto o ataque do Egito como as bombas colocadas próximo das casas dos cristãos do Iraque em dias anteriores. Grave escalada de violência Os ataques, disse o pontífice, eram uma ofensa a Deus e à humanidade. Ele animava as comunidades eclesiais a perseverar na fé e no testemunho da mensagem de não violência contida nos Evangelhos.
A igreja copta divulgou uma declaração, qualificando o ataque como uma “grave escalada” de violência contra os cristãos, segundo informou no dia 3 de janeiro o Los Angeles Times. A declaração pedia uma investigação pública do ataque e solicitava das autoridades que fizessem públicos os detalhes do crime o quanto antes.
A bomba no Egito foi precedida da violência no Iraque. Foram colocadas dez bombas próximo de lares de famílias cristãs em Bagdá. As explosões causaram a morte de duas pessoas, com 20 feridos, informava no dia 30 de dezembro o New York Times. O último ataque aconteceu após outro evento, em que vários pistoleiros entraram na igreja de Nossa Senhora da Salvação, em Bagdá, em outubro, causando a morte de dezenas de fiéis. Antes das últimas bombas, muitas igrejas tinham cancelado suas celebrações de Natal, por temor de possíveis agressões dos extremistas islâmicos.
Segundo o New York Times, desde outubro, ao menos 1.000 famílias cristãs abandonaram o Iraque, buscando refúgio na Síria, Turquia e outros lugares. Alguns estimam que mais da metade do 1,4 milhão de cristãos do país tenha abandonado o Iraque desde 2003.
Violência cresce
A Índia é outro país onde os cristãos enfrentam hostilidades e, segundo um informe de Compass Direct, houve um aumento dos episódios de violência. Segundo o informe de 30 de Dezembro, os cristãos da Índia foram o objetivo de mais de 130 ataques por ano desde 2001, com cifras muito mais altas no ano de 2007 e em 2008.
Em 2010, houve ao menos 149 ataques violentos. A maioria dos incidentes aconteceu em quatro Estados: Karnataka, Andhra Pradesh, Madhya Pradesh e Chhattisgarh. Dos 23 milhões de cristãos da Índia, 2,7 milhões vivem nos quatro Estados onde há mais perseguição.
A situação é não menos grave no Paquistão, em particular por causa das leis de blasfêmia. Os cristãos costumam ser objetivo de acusações sob essas leis. O caso mais recente é de Asia Bibi, mãe de cinco filhos, sentenciada à morte após ser acusada de blasfêmia. Salman Taseer, governador da província de Punjab, foi assassinado por um de seus escoltas após ter falado a favor das mulheres e das minorias religiosas, segundo uma reportagem da Reuters de 4 de janeiro. O escolta, Malik Mumtaz Hussain Qadr, citou a oposição de Taseer às leis de blasfêmia para justificar sua ação. “Salman Taseer é um blasfemo, e este é o castigo para um blasfemo”, disse Qadr em comentários difundidos pela televisão.
Tensão na China
A violência não é a única preocupação da Igreja Católica. Em dezembro, aumentaram as tensões com o governo chinês, em consequência da decisão das autoridades de obrigar todos os bispos a participar de uma reunião. O Papa disse aos bispos católicos que não participassem do encontro, informava a 7 de dezembro o Washington Post.
Segundo o artigo, o governo não deu outra opção aos bispos. O texto descrevia uma cena em que a polícia tirava da catedral de Jing, província de Hebei, o bispo Feng Xinmao. “Mons. Feng foi sequestrado e forçado a participar desta reunião”, disse um frade, entrevistado por telefone pelo jornal. O artigo observava que a reunião aconteceu só duas semanas depois da ordenação de um novo bispo na província de Hebei, sem a aprovação do Vaticano.
Em uma nota com data de 17 de dezembro, o Vaticano criticava a decisão das autoridades chinesas de celebrar a reunião. Liberdade “A maneira como se convocou e desenvolveu [a reunião] manifestam uma atitude repressiva em relação ao exercício da liberdade religiosa, que se esperava já superada na China atual”, afirmava a declaração do Vaticano. “O desejo persistente de controlar a esfera mais íntima da vida dos cidadãos, quer dizer, sua consciência, e de interferir na vida interna da Igreja Católica não faz honra à China”, acrescentava.
Posteriormente, em sua mensagem urbi et orbi, a 25 de dezembro, Bento XVI pedia que a celebração do Natal consolidasse a fé e a valentia da Igreja na China continental. As autoridades chinesas, no entanto, não mostraram sinal algum de mudança e, como reação à mensagem de Natal do Papa, advertiram que o Vaticano deve “enfrentar os fatos” sobre a religião na China, se quiser melhorar as relações com o país, informou o jornal London Telegraph no dia 28 de dezembro.
“O direito à liberdade religiosa funda-se na própria dignidade da pessoa humana, cuja natureza transcendente não se pode ignorar ou descuidar”, afirma o Papa em sua mensagem para o Dia da Paz. “A liberdade religiosa – acrescenta o Santo Padre – há de se entender não só como ausência de coação, mas antes ainda como capacidade de ordenar as próprias opções segundo a verdade”. Uma verdade perante a qual parece que nem todos estão abertos.
Eurodeputados condenam perseguições contra cristãos
Os recentes ataques contra cristãos no Médio Oriente, em particular no Iraque e no Egipto, estiveram em debate no hemiciclo de Estrasburgo, durante a primeira sessão plenária de 2011.
Deputados de todos os grupos políticos uniram-se para condenar a violência contra cristãos e qualquer “violência exercida com base na religião”.
Na quarta-feira, Catherine Ashton, Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, abriu o debate afi rmando que “a União Europeia não vai fechar os olhos” à perseguição de cristãos em todo o mundo. Ashton condenou os recentes ataques terroristas no Iraque e no Egipto, e o assassinato de Salman Taseer, governador do Punjab, Paquistão, no dia 4 de Janeiro.
O eurodeputado italiano Fiorello Provera (Europa da Liberdade e da Democracia) falou numa “discriminação sistemática de cristãos em todo o Médio Oriente”. De acordo com Provera, as políticas iraquianas nesta matéria e a violência associada às mesmas já foram responsáveis pela saída de 600 mil cristãos do país, nos últimos anos.
A resolução lembra, entre outros casos, a interrupção, pela força, da Missa de Natal celebrada pelos 300 cristãos que permanecem na parte norte do Chipre, por parte das autoridades turcas. A 10 de Janeiro, no seu encontro anual com os membros do corpo diplomático, no Vaticano, Bento XVI apelou à defesa concreta da liberdade religiosa em todo o mundo, condenando as “numerosas situações” nas quais esse direito “ é lesado ou negado”.
Papa condena «vil» atentado contra cristãos no Egipto
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“Ontem de manhã (1 de Janeiro, ndr), soube com pesar da notícia do grave atentado contra a comunidade cristã copta que teve em lugar em Alexandria, do Egipto. Este vil gesto de morte, como o de colocar bombas junto das casas dos cristãos no Iraque para os obrigar a sair, ofende Deus e a humanidade inteira”, disse. O Papa falava depois da recitação do Angelus, na Praça de São Pedro, no Vaticano, diante de milhares de peregrinos. O atentado cometido no último Sábado, em Alexandria do Egipto, cerca de 200 quilómetros a norte do Cairo, aconteceu à saída de uma igreja copta, provocando a morte de 21 fiéis e ferindo dezenas de pessoas. Bento XVI falou de uma “estratégia de violência que toma como alvo os cristãos, e tem consequências sobre toda a população”. “Rezo pelas vítimas e seus familiares e encorajo as comunidades eclesiais a perseverarem na fé e no testemunho de não violência que nos vem do Evangelho”, prosseguiu. Neste contexto, Bento XVI recordou também os “numerosos agentes pastorais assassinados em 2010 em várias partes do mundo”, os quais, segundo a agência Fides, do Vaticano, foram 23, entre bispos, padres, religiosos e leigos. “A eles vai igualmente a nossa afectuosa recordação diante do Senhor. Permaneçamos unidos em Cristo, nossa esperança e nossa paz”, pediu o Papa. Bento XVI falou também, via satélite, às pessoas reunidas em Madrid, para uma manifestação intitulada “A família cristã, esperança para a Europa”, para celebrar o valor do matrimónio e da família. “Queridos irmãos, convido-vos a serdes fortes no amor e a contemplar com humildade o mistério do Natal, que continua a falar ao coração e se converte em escola de vida familiar e fraterna”, indicou. O Papa considerou que as famílias devem ser “autênticos santuários de fidelidade, respeito e compreensão, onde se transmite também a fé, se fortalece a esperança e se revigora a caridade”. “Encorajo todos a viver com renovado entusiasmo a vocação cristã no seio do lar, como genuínos servidores do amor que acolhe, acompanha e defende a vida”, concluiu. A iniciativa, que decorreu pelo segundo ano consecutivo, foi convocada pela diocese de Madrid e juntou milhares de participantes nos arredores da «Plaza de Colón». |
(fonte: Ecclesia)