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World Watch List 2016

A perseguição contra os cristãos no mundo cresceu 2,6% em 2015, de acordo com a World Watch List 2016, publicada pela organização Open Doors. Entre novembro de 2014 e novembro de 2015, foram assassinados 7.100 cristãos, contra 4.344 no ano precedente. Também cresceu o número de igrejas atacadas: foram mais de 2.400, contra 1.062 em 2014

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Perseguição a judeus atingiu nível mais alto em sete anos

A perseguição aos judeus atingiu em 2013 o mais alto nível dos últimos sete anos, conclui um estudo do instituto norte-americano Pew Reseach Center, que revela, no entanto, um decréscimo global da hostilidade religiosa.

Ultra Orthodox Jews read the Esther scro

Na Europa, foram registadas formas de perseguição a judeus, por parte de indivíduos ou de grupos sociais, em 34 dos 45 países do continente (76 por cento).

Cristãos e muçulmanos – que juntos representam mais de metade da população global – foram alvo de perseguição, respetivamente, em 102 e 99, dos 198 países analisados no estudo.

O estudo, que se realiza anualmente desde 2007, revela que a hostilidade social relacionada com a religião registou um declínio em 2013, depois de se ter verificado o maior nível de sempre no ano anterior, tal como as restrições à religião impostas pelos governos.

Segundo o estudo, o número de países com níveis altos ou muito altos de hostilidade religiosa caíram de 33 por cento, em 2012, para 27 por cento, em 2013, enquanto os países com restrições graves e muito graves à religião passaram de 29 para 27 por cento, no mesmo período.

Restrictions2015-graphics_GRImap640pxA hostilidade social inclui atos que vão do vandalismo de propriedade religiosa e profanação de textos sagrados até ataques violentos que resultam em mortes e ferimentos, enquanto as restições governamentais à religião incluem tentativas de controlo de pessoas ou grupos religiosos através de registos obrigatórios, de políticas discriminatórias e da restrição total de algumas religiões.

Globalmente, o nível de restrições era alto ou muito alto em 39 por cento dos 198 países e territórios analisados no estudo, que estima que 5,5 mil milhões de pessoas (77 por cento da população mundial) vivam em países que restringem e perseguem, por motivos religiosos.

Em 2012, a percentagem de população a residir nestes países era de 76 por cento e, em 2007, de 68 por cento. Entre os 25 países mais populosos, o maior nível de restrições foi registado na Birmânia, Egito, Indonésia, Paquistão e Rússia, onde quer a sociedade quer os governos impõe numerosas limitações às crenças e à liberdade religiosa.

A China registou o maior nível de restrições governamentais, em 2013, e a Índia, o maior índice de hostilidade social. O Médio Oriente – onde tiveram origem o judaísmo, o cristianismo e o islamismo – continua como a região do mundo com mais restrições religiosas.

Portugal conta-se entre os países onde as restrições e a hostilidade religiosa são consideradas baixas ou inexistentes.

Mais de uma centena de cristãos mortos nos últimos 12 meses no Paquistão

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Mais de 120 cristãos morreram no ano passado em resultado de violência religiosa no Paquistão. Os dados são avançados pelo mais recente relatório da Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional.

Nesse relatório verifica-se que a violência contra as comunidades cristãs aumentou substancialmente nos últimos meses. Sete cristãos foram mortos em ataques entre Junho 2012 e Junho de 2013, enquanto nos últimos 12 meses foram já 128.

Este aumento exponencial deve-se sobretudo ao ataque à Igreja de Todos os Santos, em Peshawar, em Setembro do ano passado, em que pelo menos 119 pessoas morreram quando dois bombistas suicidas realizaram um ataque quando decorria uma celebração eucarística na igreja, tal como a Fundação AIS noticiou na ocasião.

O grupo extremista islâmico TTP Jundullah, que tem ligações com os talibãs afegãos, reivindicou a responsabilidade pela explosão, que foi o mais mortífero ataque contra os cristãos na história do país.

No entanto, o grupo religioso mais visado no Paquistão não são os cristãos, mas sim os muçulmanos xiitas. Mais de 220 ​​xiitas foram assassinados nos últimos 12 meses, em atentados, tiroteios e ataques direccionados contra a comunidade.

No relatório da Comissão norte-americana, refere-se que  os atentados contra “grupos religiosos” permanecem  a um nível “alarmante” no Paquistão, “com pouca ou nenhuma resposta eficaz por parte do governo a nível federal, estadual ou local”.

Na opinião dos relatores, “enquanto o governo não tomar medidas contra os autores da violência religiosa, protegendo os mais vulneráveis, a situação continuará a deteriorar-se”.

O Paquistão é normalmente considerado como um dos 10 países no mundo onde a comunidade cristã é mais violentamente perseguida por causa da sua fé, registando-se um elevado grau de impunidade para com os autores dessa violência, salientando-se os casos das conversões forçadas e da lei da blasfémia, ambas responsáveis pelo aumento das tensões religiosas.

De referir o caso mundialmente conhecido de Asia Bibi, que, tal como a Fundação AIS tem acompanhado (ver notícia em Julho), se encontra na prisão desde 2010, condenada por blasfémia, e cujo processo continua inexplicavelmente parado.

Fundação AIS

 

Novo relatório sobre a liberdade religiosa no mundo

O relatório World Watch List 2013 divulgado pela organização americana Open Doors, revelou que a Coreia do Norte se encontra no topo da lista de regimes opressores da liberdade religiosa.
O relatório foi apresentado ontem em Washington pelo secretário de Estado americano, John Kerry, que acusou Pyongyang de “absoluta e brutal repressão das atividades religiosas”.

The World Watch List is a ranking of 50 countries where persecution of Christians for religious reasons is most severe

Édito de Milão

Conversão do imperador Constantino (Rubens)

Conversão do imperador Constantino (Rubens)

O Centro Académico de Democracia Cristã (CADC) e a Confraria da Rainha Santa, em Coimbra, encerram as celebrações do Ano da Fé com um colóquio, aberto ao público, sobre os 1700 do Édito de Milão, que se assinalam em 2013.

A iniciativa “O imperador Constantino e a afirmação da liberdade religiosa” evoca o contexto histórico da deliberação que concedeu aos cristãos do Império Romano, e a crentes de outras religiões, a possibilidade de celebrarem publicamente a sua fé, interrompendo as perseguições e execuções por motivos religiosos.

A sessão, que decorre a 18 de novembro no salão do CADC (Instituto Justiça e Paz, Couraça de Lisboa 30), conta com a colaboração do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra.

Programa

16h00  Palavras de abertura pelo presidente do CADC

16h15  Dois séculos de perseguição aos Cristãos Margarida Lopes de Miranda (Fac. Letras/UC- Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos)

16h30  Contexto político da ascensão de Constantino Belmiro Fernandes Pereira (Fac. Letras/UP- Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos)

16h45  Constantino e o cristianismo António Manuel Ribeiro Rebelo (Fac. Letras/UC- Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos)

17h00  Do deserto à nova cidade –  caminhos para o monaquismo no contexto da “pax constantiniana”. Paula Barata Dias (Fac. Letras/UC- Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos)

17h15  Um século depois do édito de Milão, o saque de Roma e a invetiva anti-cristã. Carlota Miranda Urbano (Fac. Letras/UC- Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos)

17h30  A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre e o seu trabalho de apoio aos cristãos perseguidos no mundo de hoje. Catarina Martins de Bettencourt (presidente da Fundação AIS)

18h00  Debate

Fonte © SNPC

Mais de 60 líderes religiosos em campos de prisioneiros no Vietname

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Entre pastores e outros líderes religiosos cristãos, são 63 os detidos em condições deploráveis em quatro campos de prisioneiros do Vietname. As suas penas variam de 5 a 18 anos. Estão sujeitos a trabalhos forçados de até 14 horas por dia e o seu acesso a cuidados médicos é muito limitado. A denúncia foi feita pela organização International Christian Concern (ICC), com sede em Washington, que monitoriza a liberdade religiosa e a situação dos cristãos no mundo.

“Quase todos os prisioneiros são membros de minorias étnicas dos altiplanos centrais do Vietname. Os cristãos enfrentam um nível de discriminação e de opressão mais intenso em comparação com a maioria dos outros vietnamitas”, diz a denúncia.

O P. Ambrose Nguyen Van Si, OFM, teólogo vietnamita e reitor do Colégio Internacional de Santo Antônio, em Roma, entrevistado pela agência Fides, diz acreditar que os números e os conteúdos do relatório do ICC “são perfeitamente verossímeis”: “A situação é esta: ainda existem claras limitações e restrições da liberdade de expressão e de consciência: quem tem opiniões diferentes das do governo é penalizado e às vezes severamente punido. Isso é lamentável, especialmente porque acontecem prisões arbitrárias de jovens que defendem os direitos humanos. Quem paga são os membros das minorias étnicas, conhecidos coletivamente como ‘o povo das montanhas’, que são considerados uma ameaça à estabilidade nacional. Na maioria, eles são cristãos protestantes. Eu espero que haja mais atenção para com esses irmãos e irmãs que sofrem e rezam”, diz o padre.

De acordo com o relatório do ICC, a vigilância do governo sobre as instituições religiosas é particularmente ferrenha nos altiplanos. Alguns dos 63 prisioneiros provavelmente estão encarcerados desde 2004, quando as autoridades vietnamitas iniciaram uma dura repressão aos protestos motivados pelo confisco ilegal de terras e pela opressão religiosa. Na província de Binh Phuoc, as autoridades locais ainda tentam desmantelar 116 capelas construídas pelos fiéis do grupo étnico Stieng. As estruturas pertencem à Igreja Evangélica do Vietname do Sul, oficialmente registrada no país. As autoridades vietnamitas temem o surgimento, entre as minorias, de um movimento separatista.

Nos últimos anos, entre as pessoas presas por “ameaças à segurança nacional” ou por “atividades ilegais”, centenas são cristãos protestantes, mas também há seguidores do pouco conhecido grupo católico Ha Mon, que venera a Virgem Maria, embora não esteja regularmente incluído na Igreja Católica local.

(Fonte:Fides)

Parlamento Europeu Estuda Violações da Liberdade Religiosa


Na terça-feira, 23 de abril, a Direitos Humanos Sem Fronteiras, uma ONG internacional  sediada em Bruxelas, apresentou no Parlamento Europeu o seu mais recente relatório sobre a liberdade de religião e de crença em todo o mundo.

“Identificamos dois principais grupos de países, que não cumprem as normas internacionais da Organização das Nações Unidas. Primeiro, os países muçulmanos, porque eles criminalizam atividades normais relacionadas com a liberdade religiosa e depois, os países comunistas e ex-comunistas que colocam em prática sistemas para controlar todos os grupos religiosos”, relatou Willy Fautre, Diretor da Direitos Humanos sem Fronteiras.

O relatório cita 27 países que mais preocupam. A China foi nomeada o terceiro maior infrator da liberdade de associação religiosa, ficando atrás apenas da Coreia do Norte e Eritreia. A avaliação se baseia em eventos acontecidos em 2012.

“Todas as associações religiosas estão sob o controle dos órgãos estatais. Se eles não estão associados a uma agência estatal, eles são considerados ilegais e são fortemente perseguidos”, disse o Diretor da Direitos Humanos sem Fronteiras.

Tanto o autor do relatório, bem como os membros do Parlamento Europeu, nomearam grupos que são perseguidos na China.

“Estamos especialmente preocupados, claro, sobre a continuação da repressão em massa contra os praticantes do Falun Gong. Foi mencionado no relatório que, desde 1999,  o Falun Gong tem sido o mais massivamente e cruelmente perseguido, havendo centenas de milhares de pessoas que foram presas por praticá-lo”, revelou Tunne Kelam, membro do Parlamento Europeu.

O vice-Presidente do Parlamento Europeu, Laszlo Surjan, reconhece o mesmo padrão de repressão desenvolvido pelo Partido Comunista, de forma similar ao que ele testemunhou na Hungria.

“Esses sistemas totalitários têm medo de qualquer autonomia. A entidade religiosa tem uma forma autônoma de pensar. Eles têm seu próprio ensino e comportamento próprio. Eles não obedecem a tudo”, disse o parlamentar.

O relatório assinala a primeira avaliação internacional que fornece uma lista de pessoas presas por suas crenças em 18 países em todo o mundo.

“A China fez pouco progresso nos últimos anos em matéria de liberdade religiosa. E deve ser dito que temos uma lista de prisioneiros que podem ser usados como uma ferramenta pela UE e pelas ONGs para pedir sua libertação”, revelou o diretor da Direitos Humanos sem Fronteiras

A União Europeia adotará em breve as orientações sobre a Liberdade de Religião ou Crença que, por sua vez, orientarão a sua política em relação a outros países. O relatório liberado na terça-feira vai facilitar a defesa das ONGs e do diálogo externo da UE sobre direitos humanos.

Shahbaz Bhatti recordado num encontro em defesa da liberdade religiosa

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Sábado passado, o centro de Londres assistiu a um invulgar encontro em defesa da liberdade religiosa e em memória de Shahbaz Bhatti, o ministro paquistanês para as minorias, assassinado há dois anos.

O encontro, que contou com a participação activa da Fundação AIS, teve origem junto à sede do Alto Comissariado para os Assuntos do Paquistão, em Knightsbridge, reuniu cristãos, hindus, muçulmanos, judeus e budistas, tendo como temática principal a questão da violação dos direitos humanos em que se enquadra a ausência de liberdade religiosa em tantos países no mundo.

Os participantes deslocaram-se depois até Downing Street, onde entregaram uma petição em defesa da libertação imediata de Asia Bibi, que, recorde-se, continua detida por causa de um alegado crime de blasfémia e em cuja defesa se envolveu o ministro Bhatti, o que causou o seu assassinato.

Entre as diversas intervenções, destaque para Wilson Chowdhry, da Associação dos Cristãos Paquistaneses em Inglaterra, que sublinhou a importância da defesa da liberdade religiosa no mundo de hoje, tendo recordado Shahbaz Bhatti como “um exemplo brilhante” dessa militância. Recorde-se que os responsáveis pelo assassinato do Ministro para as Minorias do governo paquistanês continuam sem serem levados à Justiça.

Saiba mais em http://www.fundacao-ais.pt

Sobe para 35 o número de tibetanos que se imolaram pelo fogo

Já chegou a 35 o número de tibetanos que se auto-imolou pelo fogo, em protesto contra a ocupação chinesa do Tibete e o exílio do Dalai Lama.

As duas mais recentes vítimas foram Choephag Kyab e Sonam, de 20 anos cada, que ontem se regaram com combustível e se incendiaram na província de Sichuan. Segundo a agência AsiaNews, não há informação credível sobre o seu estado de saúde.

Estes incidentes têm-se tornado muito frequentes desde Março do ano passado. O Dalai Lama já pediu aos seus seguidores que não tomem estas medidas, mas também disse que não é capaz de condenar quem se sente obrigado a estes gestos.

Nos últimos dias tem circulado também um vídeo que mostra as autoridades chinesas a espancar brutalmente um homem ainda em chamas, o que apenas tem levado a mais revolta contra a China, asseguram os líderes do movimento tibetano.

fonte RR

Cristãos e igrejas “fichados”. Teme-se uma onda de violência de grupos extremistas hindus

Justamente enquanto Orissa se prepara para celebrar o aniversário dos massacres anticristãos de 2008 (veja Fides 22 e 23/8/2011), em outro estado da Índia, Karnataka, a comunidade dos fiéis lança à Fides o alarme por um novo possível plano de “limpeza étnica de massa” contra as comunidades cristãs. A polícia local, efetivamente, organizou uma espécie de “recenseamento mirado” dos cristãos e das igrejas que, segundo os fiéis locais, é um verdadeira “fichamento de massa” a operação, conhecida pela Fides como “Global Council of Indian Christians” (GCIC), não tem apenas caráter administrativo, mas “é claramente uma tentativa de implementar a agenda escondida de Sangh Parivar”, que abriga organizações radicais hindus responsáveis também pelos ataques em Orissa. “É uma clara violação dos direitos fundamentais dos cristãos do país de praticar e pregar livremente a sua religião, como garantido pela Constituição” – afirma o GCIC. Karnataka é um estad o da federação indiana governado pelo partido nacionalista “Baratiya Janata Party” (BJP), aliado dos movimentos extremistas.

A iniciativa partiu da polícia local e já foi lançada no distrito de Chikmagalur. Aos párocos e pastores das igrejas foi entregue um formulário em que se pede a indicação do nome da Igreja e a sua exata localização; os edifícios e as propriedades, o nome e o número de telefone das pessoas proprietárias; as contas bancárias; detalhes sobre a frequência dos fiéis, dias e horários das celebrações. Uma série de notícias que evocam a suspeita de “censo dos cristãos”, realizado em Madhya Pradesh (veja Fides 15/4/2011), foi também governado pelo BJP, que suscitou vivos protestos dos cristãos locais.
Em Karnataka continuam a verificarem-se episódios de violência anticristã: nas últimas semanas, durante dois domingos, as liturgias de algumas comunidades cristãs pentecostais foram interrompidas, os pastores insultados e agredidos, as igrejas saqueadas. Como ato de intimidação aos fiéis, os radicais hindus apresentam falsas denúncias de conversões forçadas atuadas pelos cristãos, gerando ódio e novas violências. O estado, onde dentre 52,8 milhões de pessoas existem cerca de um milhão de cristãos, é conhecido pela onda de violência anticristã de 2008, que registraram 113 ataques em 29 distritos. E nos últimos dois anos, segundo fontes da Fides, verificaram-se em Karnataka outros 138 episódios de violências anticristãs. Para denunciar publicamente tais fatos e restabelecer uma verdade que se queria negar, as ONGs cristãs encarregaram o juiz Michael Saldanha de redigir um detalhado Relatório, depois de um inquérito no território (veja Fides 24/2/2011). A onda de violência foi o rientada por grupos fundamentalistas hindus cobertos pelo governo central de Karnataka. “Em Karnataka – notam as fontes da Fides – os extremistas hindus têm um poder imenso: estão no governo, são infiltrados no sistema judiciário, na burocracia e na polícia. Para os cristãos, é impossível ter justiça”.

Fonte: Agência Fides

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