UE: Cortes no apoio financeiros a países que violem liberdade religiosa
O Parlamento Europeu pediu uma “estratégia” da UE para o respeito da liberdade religiosa, que inclua “uma série de medidas contra os Estados que deliberadamente não protejam as confissões religiosas”.
Na primeira sessão plenária de 2011, que decorreu em Estrasburgo (França), os eurodeputados assumiram uma resolução em defesa dos cristãos perseguidos e da liberdade religiosa.
Em declarações à «Rádio Vaticano», Mario Mauro, um dos deputados responsáveis pela resolução, ressaltou as novidades que o documento traz consigo. “Pela primeira vez, deu-se credibilidade aos dados recolhidos pela organização não governamental «Ajuda à Igreja que Sofre», a qual evidenciou que 75% das pessoas assassinadas por motivos religiosos são cristãs”, indicou.
A resolução “insta os líderes de todas as comunidades religiosas da Europa a condenarem os ataques a comunidades cristãs e a grupos de outras crenças com base na igualdade do respeito por cada confissão religiosa”.
UE condena perseguições contra cristãos
Estrasbrugo, França, 20 Jan (Ecclesia) – O Parlamento Europeu adoptou hoje, 20 de Janeiro, uma resolução que condena os recentes ataques contra cristãos no Egipto, Nigéria, Paquistão, Filipinas, Chipre, Irão e Iraque.
Os deputados pedem ainda que o próximo conselho dos negócios estrangeiros, marcado para 31 de Janeiro, discuta “a perseguição aos cristãos e o respeito pela liberdade religiosa” no mundo.
A resolução, que se centra na situação do Médio Oriente, denuncia a “instrumentalização da religião em vários conflitos políticos” e apela a uma estratégia que vise reforçar o direito humano à liberdade religiosa, incluindo uma lista de medidas contra Estados que não a respeitem.
Os recentes ataques contra cristãos no Médio Oriente, em particular no Iraque e no Egipto, estiveram em debate no hemiciclo de Estrasburgo (França), durante a primeira sessão plenária de 2011.
Deputados de todos os grupos políticos uniram-se para condenar a violência contra cristãos e qualquer “violência exercida com base na religião”.
Na Quarta-feira, dia 19, Catherine Ashton, alta representante da União Europeia para a política externa, abriu o debate afirmando que “a União Europeia não vai fechar os olhos” à perseguição de cristãos em todo o mundo.
Ashton condenou os recentes ataques terroristas no Iraque e no Egipto, e o assassinato de Salman Taseer, governador do Punjab, Paquistão, no dia 4 de Janeiro.
O eurodeputado italiano Fiorello Provera (Europa da Liberdade e da Democracia) falou numa “discriminação sistemática de cristãos em todo o Médio Oriente”.
De acordo com Provera, as políticas iraquianas nesta matéria e a violência associada às mesmas já foram responsáveis pela saída de 600 mil cristãos do país, nos últimos anos.
A resolução lembra, entre outros casos, a interrupção, pela força, da Missa de Natal celebrada pelos 300 cristãos que permanecem na parte norte do Chipre, por parte das autoridades turcas.
No dia 1 de Janeiro de 2011, um atentado com um carro armadilhado, frente a uma igreja em Alexandria, segunda cidade mais populosa do Egipto, provocou 23 mortos e dezenas de feridos.
A 31 de Outubro de 2010, um ataque contra a catedral siro-católica de «Nossa Senhora do Perpétuo Socorro», em Bagdad, capital do Iraque, matou dois sacerdotes e mais de cinquenta fiéis, quando estes se encontravam reunidos para a celebração da Missa.
A violência que atingiu a Nigéria no último Natal, fruto de confrontos entre cristãos e muçulmanos, provocou mais de 85 mortes.
Também no Natal de 2010, pelo menos 10 pessoas ficaram feridas após a explosão de uma bomba na igreja de uma base da polícia, na ilha de Jolo, no sul das Filipinas.
A 10 de Janeiro, no seu encontro anual com os membros do corpo diplomático, no Vaticano, Bento XVI apelou à defesa concreta da liberdade religiosa em todo o mundo, condenando as “numerosas situações” nas quais esse direito “ é lesado ou negado”.
fonte: Agência Ecclesia
Coptos na Alemanha rezam pela liberdade religiosa da comunidade cristã egípcia
Centenas de pessoas se reuniram na igreja copto-ortodoxa de São Marcos em Frankfurt para rezar pelas 23 vítimas do atentado do último 31 de dezembro contra um templo copto em Alexandria e rezaram pela liberdade religiosa da golpeada comunidade cristã no Egito.
Conforme informa a associação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), líderes ortodoxos, católicos, protestantes, políticos, famílias e centenas de pessoas participaram da cerimônia do sábado 8 de janeiro, durante a qual o Bispo Anba Damião, cabeça dos coptos-ortodoxos na Alemanha pediu pelos direitos dos cristãos egípcios, alvos de ataques de extremistas muçulmanos.
“Nosso país foi refúgio de Jesus Cristo, sua família e de muitos profetas”, recordou o Bispo e acrescentou que “antigamente fomos senhores em nossa terra, hoje só queremos viver como cidadãos com todos os direitos e obrigações que os demais”.
O Bispo explicou que, antes de poder construir uma igreja cristã no Egito, são construídas 16 mesquitas, e para obter uma licença de obra para erigir uma igreja é preciso que “ter muita paciência”.
O líder copto-ortodoxo recordou que “querer ser cristão não é um ato delitivo!” e “as pessoas estão cansadas de belas palavras; elas querem atos” por isso pediram ao Governo egípcio que sancione os responsáveis pelo atentado porque caso contrário isto dará “luz verde aos terroristas”.
O prelado também pediu uma compensação para as famílias das vítimas e “medidas preventivas, para que algo assim não volte a acontecer”.
Em declarações à AIS, o Bispo assegurou que no Egito os coptos enfrentam hostilidade desde criança. São chamados “ossos azuis”, um insulto que alude às marcas dos golpes que, durante séculos, receberam.
“Conosco, as crianças aprendem desde pequenos a viverem com a cruz”, explicou o bispo e assegurou que os coptos “somos uma Igreja de mártires”, por isso “ninguém pode causar-nos medo. Nossos fiéis rezarão, mesmo que celebrem sua última Missa, porque o sangue dos mártires é a semente da Igreja”.
Entretanto, ele recordou que as pessoas têm “direito a ser protegidas” e considerou que as palavras de ânimo do Papa Bento XVI serviram para “aliviar muitas dores”.
Líderes católicos, ortodoxos e protestantes, participaram da cerimônia junto a destacados políticos, representantes do Conselho Central dos Muçulmanos na Alemanha e centenas de convidados que se solidarizaram com a comunidade copta.
Bento XVI critica «espécie de monopólio estatal» e alguns «cursos de educação sexual»
Bento XVI pediu hoje mais liberdade para os projectos educativos da Igreja Católica, manifestando “preocupação” perante o que classificou como “uma espécie de monopólio estatal” nesta matéria.
O Papa falava diante do corpo diplomático acreditado junto da Santa Sé, fazendo um balanço do ano que passou, em termos de liberdade religiosa no mundo.
Para Bento XVI, reconhecer essa liberdade significa “garantir que as comunidades religiosas possam agir livremente na sociedade, com iniciativas no sector social, caritativo ou educativo”.
“Causa preocupação ver este serviço que as comunidades religiosas prestam a toda a sociedade, particularmente em favor da educação das jovens gerações, comprometido ou dificultado por projectos de lei que correm o risco de criar em matéria escolar, como se constata, por exemplo, em certos países da América Latina”, precisou.
O Papa exortou “todos os governos a promoverem sistemas educativos que respeitem o direito primordial das famílias de decidir sobre a educação dos filhos e que se inspirem no princípio de subsidiariedade, fundamental para organizar uma sociedade justa”.
O discurso de Bento XVI apontou também como “ameaça à liberdade religiosa das famílias nalguns países europeus” a imposição de “cursos de educação sexual ou cívica que propagam concepções da pessoa e da vida pretensamente neutras mas que, na realidade, reflectem uma antropologia contrária à fé e à recta razão”.
Ambas as questões mereceram, em Portugal, críticas de responsáveis católicos perante as determinações recentes do executivo de José Sócrates, particularmente no que diz respeito ao financiamento estatal a estabelecimentos de ensino particulares e cooperativos.
Como fizera na sua viagem ao Reino Unido, em Setembro de 2010, o Papa veio “reafirmar vigorosamente que a religião não constitui um problema para a sociedade, não é um factor de perturbação ou de conflito”.
A este respeito, acrescentou que “a Igreja não procura privilégios, nem deseja intervir em âmbitos alheios à sua missão, mas simplesmente exercer a mesma com liberdade”.
“Emblemática a este respeito é a figura da Beata Madre Teresa de Calcutá”, referiu Bento XVI, lembrando que no centenário do seu nascimento lhe foi “prestada uma vibrante homenagem não só pela Igreja, mas também pelas autoridades civis, os líderes religiosos e pessoas sem conta de todas as confissões”.
“Exemplos como o dela mostram ao mundo quão benéfico é para a sociedade inteira o compromisso que nasce da fé”, apontou.
Neste tradicional encontro de início de ano com diplomatas de todo o mundo, o Papa manifestou a sua satisfação por “Estados de várias regiões do mundo e de diferentes tradições religiosas, culturais e jurídicas terem escolhido o meio das convenções internacionais”, como a Concordata, “para organizar as relações entre a comunidade política e a Igreja Católica”.
A Santa Sé tem relações diplomáticas com 178 Estados, a que se somam a União Europeia, a Ordem Soberana de Malta e uma missão de carácter especial, o secretariado da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
Fonte Ecclesia
História trágica de perseguição religiosa
Nesta quadra natalícia vem a propósito lembrar as mulheres e os homens que sofrem por acreditarem em Deus. Não apenas dos cristãos que têm de celebrar o Natal às escondidas e com medo. Mas de todos os crentes que são perseguidos e humilhados em virtude da sua fé.
Em todos os cantos da terra repete-se vezes sem conta a mesma história trágica de perseguição religiosa. A liberdade religiosa, a liberdade de professar a sua crença sem constrangimentos de qualquer sorte, é ainda hoje, em pleno século XXI, uma miragem para muitos seres humanos.
Nalguns países, como a China, a opressão é imposta pelo Estado. A “igreja católica oficial” é controlada administrativamente pelas autoridades públicas chinesas, com uma intromissão inadmissível na nomeação dos sacerdotes, na administração do património eclesiástico e na imprensa e no ensino religiosos. Pequim não se coibiu mesmo de nomear quatro bispos “católicos” que não são reconhecidos pelo Vaticano. Como não teve qualquer pudor em destruir o famoso santuário de Nossa Senhora de Dong Lu in Hebei, local de veneração de mártires católicos. Os cinco milhões de católicos chineses não são livres de professar a sua fé, tendo de suportar uma constante vigilância do Estado, através da designada “associação patriótica católica chinesa”, instituída pelo Estado chinês em 1957 como a “igreja católica oficial”. A verdade é triste: a Igreja Católica, os seus bispos, religiosos e leigos fiéis ao Vaticano têm de sobreviver na clandestinidade, celebrar o culto na privacidade das suas casas, baptizar os seus filhos e receber a extrema-unção às escondidas. Nesta conjuntura adversa, não pode deixar de ser sublinhada a coragem de homens como o cardeal Zen de Hong Kong, que dirigiu uma carta aos católicos chineses no sentido de se manterem fiéis ao Vaticano, apesar das pressões governamentais. Trata-se de um exemplo de coragem. Como o foram também a vida dos falecidos bispos Ignatius Kung e Yao Liang, que passaram mais de 30 anos, o primeiro, e 28 anos, o segundo, nas prisões chinesas por se terem mantido fiéis ao Vaticano. Como o são ainda hoje o sofrimento dos bispos católicos Su Zhimin, An Shuxin e Shi Enxiang e muitos outros religiosos presos em isolamento total e em lugar desconhecido, nos termos reconhecidos pela resolução do Parlamento Europeu de 8 de Junho de 2005.
Noutros países, a violência religiosa é ainda mais ostensiva. No Iraque, no Irão ou no Afeganistão, os cristãos são alvo predilecto de facções islâmicas radicais, que não toleram a presença de outra confissão religiosa. Os maus tratos e mesmo a morte, sem qualquer outro motivo que não seja a perseguição religiosa cega, marcam o quotidiano dos fiéis cristãos nestes países. É verdadeiramente um acto de heroísmo diário ser cristão nestas paragens.
Por fim, noutros países ainda, os crentes, seja qualquer for a sua fé, são discriminados pelo simples facto de serem crentes. Na Europa e na América, a liberdade religiosa que tanto custou a ganhar ainda não é respeitada em toda a sua plenitude. É certo que ela não é infringida com a violência física sobre os crentes e com a repressão estadual das igrejas. Mas é-o com a discriminação dos credos e dos crentes. É responsabilidade de todas as mulheres e homens de coração recto e tolerante pôr cobro a esta situação, denunciando e corrigindo injustiças e desigualdades. Quando o fizerem, estão a lutar pela dignidade humana.
China: recente assembleia patriótica dificulta reconciliação
“Com profunda tristeza”, a Santa Sé lamentou a realização, de 7 a 9 de dezembro, em Pequim, da 8ª Assembleia de Representantes Católicos Chineses.
“A maneira como ela foi convocada e realizada manifesta uma atitude repressiva do exercício da liberdade religiosa, algo que se esperava já ter sido superado na China de hoje”, disse um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, divulgado no dia 17 de Dezembro.
“A Assembleia tem tornado mais difícil o caminho da reconciliação entre católicos das ‘comunidades clandestinas’ e o das ‘comunidades oficiais’, com o qual inflige uma ferida profunda não só à Igreja na China, mas também à Igreja universal”, adverte o texto.
E acrescenta: “A Santa Sé deplora o fato de que a realização da referida Assembleia, bem como a recente ordenação episcopal sem o mandato indispensável do Papa, tenham lesado unilateralmente o diálogo e o clima de confiança que se havia estabelecido em suas relações com o governo da República Popular da China”.
A Santa Sé declarou que “o persistente desejo de controlar a esfera mais íntima da vida dos cidadãos, a da sua própria consciência, e de interferir na vida interna da Igreja Católica, não faz jus à China”.
“Pelo contrário, parece ser um sinal de medo e fraqueza ao invés de força, de intolerância intransigente e de falta de abertura à liberdade e ao respeito efetivo pela dignidade humana, como a uma distinção correta entre as esferas civil e religiosa.”
Referindo-se àqueles que participaram da reunião da assembleia controlada pelas autoridades chinesas, a Santa Sé disse que “cada um dos presentes sabe em que medida é responsável diante de Deus e da Igreja”.
Ao mesmo tempo, indica o comunicado, a Santa Sé “manifesta o seu profundo apreço por aqueles que, de várias maneiras, deram testemunho de sua fé com coragem; e convida os demais à oração, à penitência e, através de suas obras, a reafirmar seu compromisso de seguir a Cristo com amor, em plena comunhão com a Igreja universal”.
“Àqueles que se perguntaram como é possível que o seu próprio bispo ou seus próprios sacerdotes tenham participado da Assembleia, a Santa Sé pediu que permanecessem firmes e pacientes na fé; são convidados a levar em conta as pressões experimentada por muitos dos seus pastores e a rezar por eles; e exortados a prosseguir com valentia, sustentando-os diante das imposições injustas que encontram no exercício do seu ministério”, indica o texto.
Durante a Assembleia, elegeu-se, entre outras coisas, o presidente nacional da Associação Patriótica Católica da China – o bispo de Linyi, Dom Johan Fang Xinao – e o presidente do Conselho dos Bispos Chineses – o bispo de Kunming, Joseph Ma Yinglin.
Nesse sentido, a Santa Sé considerou “profundamente lamentável que um bispo ilegítimo tenha sido designado como presidente” do Conselho dos Bispos Chineses.
E destaca que “também é lamentável que um bispo legítimo tenha sido nomeado presidente da Associação Patriótica Católica da China”.
O comunicado refere ainda que “o actual Colégio dos Bispos Católicos da China não pode ser reconhecido como uma Conferência Episcopal pela Sé Apostólica”.
Quanto à Associação Patriótica da China, ressalta que seus princípios de independência e autonomia, autogestão e administração democrática da Igreja são “incompatíveis com a doutrina católica”.
Perda de confiança
O 8º Congresso Nacional da instituição controlada pelo governo comunista “foi imposto a muitos bispos, sacerdotes, religiosos e leigos”, lamentou a Santa Sé.
Nesse sentido, a Santa Sé voltou a condenar o fato de que muitos bispos e sacerdotes foram obrigados a participar da Assembleia, qualificando isso como uma “grave violação dos seus direitos humanos”.
Por outro lado, “reafirmando seu desejo sincero de diálogo, sente-se compelida a declarar que os atos inaceitáveis e hostis, como os mencionados anteriormente, provocam nos os fiéis, tanto na China como em outros lugares, uma grave perda da confiança necessária para superar as dificuldades e construir um relacionamento correto com a Igreja, em benefício do bem comum”.
Finalmente, destaca a urgência do convite que o Papa dirigiu aos católicos do mundo, no dia 1º de dezembro passado, a rezar pela Igreja na China, que está passando por um momento particularmente difícil.
Bispos suíços contra eliminação do crucifixo
Os bispos suíços demonstraram a sua preocupação com a “forte hostilidade” à presença dos sinais religiosos em lugares públicos. Eles afirmam que a proibição do crucifixo “nunca será uma expressão de tolerância, mas de intolerância, pois impede a expressão pública da fé cristã.
Os prelados manifestaram-se no comunicado final da assembleia ordinária da Conferência episcopal, celebrada em Viège, na semana passada.
Os prelados denunciam a existência de “uma forte hostilidade recentemente expressada contra os sinais religiosos no espaço público” e de “uma tendência que pretende confinar a crença das pessoas à esfera privada”.
A Conferência Episcopal sublinha que a liberdade de crenças e de consciência “é um bem precioso a ser respeitado por toda comunidade religiosa e todo Estado”.
Esta liberdade “permite aos homens viver, individualmente ou na comunidade que elejam, conforme sua crença e consciência – tanto em privado como em público”.
“Daí deriva o direito a dar testemunho e viver publicamente sua fé através de sinais visíveis”, afirma o comunicado.
Segundo os bispos, a maioria da população é favorável à presença pública dos sinais cristãos, como a cruz e o crucifixo.
“Esta maioria reconhece que não se trata de defender antigos privilégios, mas que, através do desaparecimento desses sinais, corre-se o risco de comprometer os fundamentos cristãos de nossa sociedade e de nossa maneira de viver juntos sem coação.”
A Conferência episcopal afirma também que “a liberdade de crença e de consciência fica garantida somente se as declarações e os sinais das diferentes convicções forem tolerados de forma recíproca”.
Cristãos perseguidos
Os bispos quiseram demonstrar sua solidariedade com os cristãos perseguidos no Oriente Médio.
“As condições de vida dos cristãos nos países do Oriente Médio continuam a deteriorar-se”, afirmam os prelados, lembrando o atentado de 31 de Outubro contra a catedral católica síria de Bagdade.
“Esses actos de perseguição parecem que não vão ter fim”, denunciam, convidando o mundo político e as comunidades religiosas a estabelecer a paz.
Os bispos suíços expressam sua gratidão a todas as pessoas que apoiam os cristãos oprimidos ou sistematicamente acossados em razão de sua fé. Eles pedem que as paróquias celebrem missas ou outros serviços religiosos “em favor dos cristãos perseguidos e dos mártires da fé”.