Durante uma conferência de imprensa, no dia 20 de maio, em que foi divulgado o Relatório sobre Liberdade Religiosa Internacional 2012, Kerry afirmou que “quando os países enfraquecem ou atacam a liberdade religiosa, não estão apenas injustamente ameaçando aqueles que têm como alvo, mas também ameaçam a sua própria estabilidade, o que se observa em tantos lugares”.
O relatório, que avalia a liberdade religiosa – ou a falta dela – em quase 200 países e territórios, é uma “demonstração do permanente compromisso do povo americano e de todo o governo dos EUA para com a promoção da liberdade religiosa em todo o mundo”, disse ele.
Consagrada na Constituição dos EUA, a liberdade religiosa é um “valor americano intrínseco”, disse Kerry, mas “não é uma invenção americana”. A liberdade religiosa, ele disse, é um “valor universal”.
“A liberdade que se possui de professar e praticar a própria fé, crer ou não crer, ou mudar de crença, é um direito de nascença de todo ser humano”, disse Kerry. “Esses direitos são devidamente reconhecidos sob as leis internacionais.
A promoção da liberdade religiosa internacional é uma prioridade do presidente Obama e uma prioridade para mim, como secretário de Estado”, disse Kerry. “Estou assegurando, e continuarei a fazê-lo, que a liberdade religiosa continue sendo parte integral do nosso compromisso diplomático global”.
O Relatório sobre Liberdade Religiosa Internacional anual do Departamento de Estado, disse Kerry, é uma visão clara e objetiva do estado da liberdade religiosa ao redor do mundo”, mas ele reconheceu que ele desagradará alguns governos.
“Quando necessário, sim, o relatório menciona diretamente alguns de nossos amigos próximos, bem como alguns países com os quais buscamos ter laços mais fortes”, disse o secretário. “E ele faz isso para que possamos tentar progredir, apesar de sabermos que pode causar algum desconforto”.
Kerry acrescentou que, “apesar deste relatório ressaltar os desafios da liberdade religiosa, também é verdade que está cada vez mais difícil restringir a liberdade do ser humano”.
“Em toda a história da humanidade”, disse ele, “nunca foi tão fácil para as pessoas compartilharem seus pontos de vista, encontrar informações, conectar-se com outras pessoas, até mesmo enviar mensagens desesperadas, pedindo socorro ou que denunciem abusos em curso, graças à comunicação instantânea. Assim, apesar de que graves desafios à liberdade religiosa perduram, não poderia estar mais otimista em relação as perspectivas para a liberdade ao redor do mundo, porque há grandes perspectivas em apontar responsáveis ao redor do mundo”.
Dentre os graves desafios enfrentados pela liberdade religiosa no mundo hoje, está a evidência de um “potencial crescimento do antissemitismo”, disse ele. Para enfrentar esse desafio, Kerry anunciou a nomeação de Ira Forman para a posição de enviado especial para monitorar e combater o antissemitismo.
Outra tendência perturbadora identificada no relatório 2012 é o aumento do uso de leis regulando a blasfêmia e a apostasia, disse o secretário.
“Essas leis são frequentemente usadas para reprimir a dissidência, assediar oponentes políticos e resolver vinganças pessoais”, disse Kerry. “Leis como essas violam direitos fundamentais de liberdade de expressão e religiosa e acreditamos que devam ser rejeitadas.”
Suzan Johnson Cook, embaixadora especial dos EUA para liberdade religiosa internacional, observou que entre as conclusões do relatório mais recente está o fato de que “muitos governos falham em processar os perpetradores de crimes motivados por animosidade religiosa, criando um clima de impunidade que alimenta mais discriminação e violência”.
“A intolerância social contra minorias religiosas está crescendo”, disse Cook. “Frequentemente essa intolerância se expressa por meio de atos de violência, vandalismo e profanação.”
Em seu trabalho de promover a tolerância religiosa ao redor do mundo, os Estados Unidos têm como parceiros membros de comunidades internacionais que apoiam a liberdade religiosa para proteger minorias religiosas e para salvaguardar a liberdade de expressão”, disse Cook. “Defendemos particularmente o envolvimento de mulheres e jovens com a liberdade religiosa, uma vez que suas vozes são uma força positiva para mudança”, afirmou ela.
O objetivo, disse Cook, é “que as pessoas progridam em pequenos passos, porque o que queremos, em última instância, é a liberdade religiosa para todos em todos os países”.
O texto completo do Relatório sobre Liberdade Religiosa Internacional 2012 está disponível no site do Bureau de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado. Veja também o informativo Política e Programas dos EUA em Apoio à Liberdade Religiosa Internacional do Departamento de Estado.










