Archive | Março 2014

Obama and the Churches of Saudi Arabia

Next week the president visits the Kingdom. He should bring up its harassment of Christians.

When President Obama visits Saudi Arabia next week, he will have an opportunity to follow through on his inspiring words at the Feb. 6. National Prayer Breakfast. There, he told thousands of Christian leaders that “the right of every person to practice their faith how they choose” is central to “human dignity,” and so “promoting religious freedom is a key objective of U.S. foreign policy.”

A Saudi woman tries to choose a Valentine's Day teddy bears at a gift shop in the Saudi capital Riyadh, Saudi Arabia Friday Jan 30, 2009. Associated Press

A Saudi woman tries to choose a Valentine’s Day teddy bears at a gift shop in the Saudi capital Riyadh, Saudi Arabia Friday Jan 30, 2009. Associated Press

The freedom so central to human dignity is denied by the Kingdom. The State Department has long ranked Saudi Arabia among the world’s most religiously repressive governments, designating it a “Country of Particular Concern” under the International Religious Freedom Act. Yet the Obama administration, like its predecessors, has not pressed Riyadh to respect religious freedom.

Saudi Arabia is the only state in the world to ban all churches and any other non-Muslim houses of worship. While Saudi nationals are all “officially” Muslim, some two to three million foreign Christians live in the kingdom, many for decades. They have no rights to practice their faith. The Saudi government has ignored Vatican appeals for a church to serve this community, despite the fact that in 1973 Pope Paul VI approved a proposal for the Roman city council to donate city lands for a grand mosque in Rome. The mosque, opened in 1995, is among the largest in Europe.

Christian foreign workers in Saudi Arabia can only pray together clandestinely. Religious-police dragnets against scores of Ethiopian house-church Christians, mostly poor women working as maids, demonstrate the perils of worshiping: arrest, monthslong detention and abuse, and eventual deportation. The more fortunate do what I did when I visited three years ago—sneak off to pray in a windowless safe room behind embassy walls… LER +

The Wall Street Journal, by Nina Shea

Líder islâmico recusa ideia de “religião de fanáticos”

Abdool Vakil, fundador e líder da Comunidade Islâmica de Lisboa

Abdool Vakil, fundador e líder da Comunidade Islâmica de Lisboa

De raridade nos anos 1950, o islão passou a ser visto como “religião de fanáticos” após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, estereótipo que o líder da Comunidade Islâmica portuguesa atribui ao desconhecimento religioso.

“Em 1956, quando vim para cá, era uma raridade. As pessoas estranhavam e faziam-me perguntas curiosas porque jejuava, não comia carne de porco nem bebia vinho. O islão era uma coisa nova”, recordou à agência Lusa Abdool Vakil, fundador e líder da Comunidade Islâmica de Lisboa.

Em 1974, os muçulmanos em Portugal continuavam a não ultrapassar as duas dezenas. A comunidade islâmica de Lisboa tinha já sido registada no notário, mas não tinha reconhecimento como organização religiosa.

As festas religiosas eram feitas inicialmente na casa da família de Abdool Vakil, posteriormente na cave da residência oficial do embaixador do Egito e mais tarde num espaço cedido pelo Governo próximo da zona do Príncipe Real, em Lisboa.

A mesquita central de Lisboa foi inaugurada em 1984. Por essa altura, a comunidade era já estimada em mais de quatro mil pessoas (Censos de 1981), engrossada sobretudo por gente proveniente das antigas colónias portuguesas.

A comunidade está hoje estimada em 55 mil pessoas, segundo Vakil. No Censos de 2011, foram cerca de 20.600 os que se identificaram como muçulmanos.

As mesquitas e os locais de culto são mais de meia centena em todo o país e estão localizados em ginásios, edifícios de habitação, garagens ou apartamentos.

Metade da comunidade é composta por africanos, na maioria da Guiné-Bissau, a que se seguem os oriundos da Somália, Sudão e Costa do Marfim.

A outra metade é composta por gente de origem indiana, egípcios, sauditas, iraquianos, marroquinos e argelinos.

Num país de maioria católica, Abdool Vakil afirma nunca se ter sentido vítima de “islamofobia”, mesmo depois dos atentados terroristas reivindicados pela Al-Qaida ao World Trade Center de Nova Iorque, a 11 de setembro de 2001.

Para Abdool Vakil, é o desconhecimento que faz com que ainda hoje muitas pessoas pensem “que o islão é uma religião de fanáticos, de intolerantes”, que não aceita nenhuma outra religião.

“As religiões são todas válidas, não devemos discriminar. Cada um tem a sua e Deus é que vai julgar quem tem a verdadeira religião”, considerou Abdool Vakil, citando uma passagem do livro sagrado dos muçulmanos, o Corão: “Tu praticas a tua religião e eu pratico a minha”.

“Nesta sociedade, as pessoas não podem pensar de forma fanática sobre a religião, tem que haver o tal ‘live and let live'[vive e deixa viver]”…

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A Rússia e as religiões

RussiaRecentemente, o Pew Research divulgou um relatório intitulado Russians Return to Religion, but Not to Church. O estudo compara os resultados de três estudos diferentes (dos anos 1991, 1998 e 2008), realizados pela International Social Survey Programme.

Os resultados mostram uma mudança dramática e, no período de 1991 a 2008, a percentagem de adultos russos que se identificam como cristãos ortodoxos, aumentou de 31% para 72%.

No mesmo período, a percentagem da população russa que não se identifica com nenhuma religião caiu de 61% para 18%.

De acordo com o relatório, há um ligeiro aumento no número de pessoas que se identificam com outras religiões, como o Islamismo, o Catolicismo e o Protestantismo.

Também os valores religiosos têm aumentado no período 1991-2008, com a proporção de adultos Russos que se dizem religiosos de algum modo, que aumentou de 11% para 54%. Aqueles que dizem crer em Deus aumentaram de 38% para 56%.

A última seção de dados revela a curiosa situação em que dos 72​​% das pessoas que se identificam com o Cristianismo Ortodoxos, apenas 56% dizem acreditar em Deus.

A freqüência das igrejas permanece muito baixa. Todos os três levantamentos mostram que o número de pessoas que vão à igreja pelo menos uma vez por mês varia de 2% em 1991 para 7% em 2008.

Dividindo os dados por grupos demográficos, o relatório do Pew observa que os valores religiosos são significativamente mais difundidos entre as mulheres do que entre os homens, embora não haja uma diferença notável no que diz respeito à prática sacramental (9 % versus 5% ).

Em 2008, a maioria de todas as faixas etárias se identificam como cristãos ortodoxos, no entanto, esse percentual era maior entre os idosos.

Vindo para o nível da educação, o relatório diz que não há diferenças significativas entre aqueles que têm um diploma universitário e aqueles que interromperam seus estudos antes.

Enquanto a filiação religiosa sofreu uma mudança considerável, as táticas da mão pesada do governo russo não mudaram. A intolerância crescente do Kremlin merece mais atenção do que a dada aos Jogos Olímpicos, disse a Comissão sobre a Liberdade Religiosa (USCIRF) Internacional, em um comunicado do passado 5 de fevereiro.

A Comissão observa que existem leis excessivamente amplas que restringem a liberdade de religião e de expressão, que “violam claramente os padrões internacionais”.

“Essas leis são parte do ataque à liberdade religiosa e de expressão por parte do governo Putin”, disse o presidente da USCIRF, Robert P. George.

George identificou as leis anti-blasfêmias, que descreve como vagas e, ao mesmo tempo, drásticas; elas impõem pesadas multas e prisões para aqueles “que ofendam os sentimentos dos demais”.

“As pessoas devem ser livres para expressar as suas crenças pacificamente, sem medo de punições ou discriminações e os direitos de cada um devem ser respeitados”, declarou George.

A falta de liberdade religiosa na Rússia tem sido amplamente documentada pelo relatório do Fórum 18. O grupo de inspiração cristã – uma iniciativa da Dinamarca e da Noruega – leva o nome do artigo 18 º do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos.

Um relatório publicado em 14 de janeiro desse ano examina as aulas de religião e ética tidas nas escolas russas, onde foram reintroduzidas em 2012, com o fim da proibição, acontecida com a Revolução Bolchevique de 1917.

O principal livro de texto, observa o Forum 18, é basicamente equilibrado. A sua aplicação é, contudo, problemática.

Visitando algumas regiões da Sibéria, emerge que na República de Khakassia, um pai luterano se queixou de que à sua filha, pelo curso de religião, foi oferecido apenas o módulo relativo à Cultura Ortodoxa e que o reitor da escola tinha proclamado: “Vivemos em um país ortodoxo”.

O Forum 18 havia publicado anteriormente um trecho de duas partes de um livro do seu correspondente na Rússia, Geraldine Fagan ( Acreditando na Rússia – Religious Policy after Communism, Routledge, 2013).

Fagan observa que: “A Igreja Ortodoxa Russa se propõe como a definitiva expressão da nacionalidade russa. Visões alternativas do mundo são marginalizadas”.

A autora assume um ponto de vista em maneiras diferentes daquele expresso pela USCIRF, afirmando que: “A erosão da liberdade religiosa não é devido à deliberada preferência federal para a Igreja Ortodoxa Russa. É mais um sintoma de um Kremlin desinteressado que se abstém de intervir na esfera religiosa”.

Como resultado dessa indiferença suprema, alguns oficiais subalternos foram deixados livres para “seguir uma política centrada na ortodoxia religiosa, apesar da norma federal”, diz Fagan .

No entanto, a autora observa que os líderes políticos russos estão usando valores nacionais e identificação com a Igreja Ortodoxa Russa, como uma forma de proteger os interesses dos políticos.

No último dia 11 de fevereiro, Elliott Abrams do USCIFR testemunhou perante a Comissão dos Assuntos Exteriores dos Estados Unidos sobre a questão da liberdade religiosa tendo em vista a perseguição dos cristãos.

Quanto à Rússia, Abrams declara que as condições da liberdade religiosa deterioraram-se no ano passado e que há “sinais crescentes de uma política oficial que favorece o Patriarcado de Moscou e a Igreja Ortodoxa Russa em relação a outras comunidades religiosas. ”

Parece que na Rússia as regras do jogo na esfera religiosa estão bem longe de existir.

John Flynn, LC | Zenit

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