Archive | Outubro 2013

Declaração conjunta em defesa dos cristãos e das minorias religiosas em todo o mundo

01A Assembleia Plenária do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), reunida em Bratislava, na Eslováquia, de 3 a 6 de outubro de 2013, adoptou, conjuntamente com a Appeal of Conscience Foundation [Fundação para o Apelo à Consciência], uma declaração que foi enviada à cúpula das Nações Unidas.

Levando em conta o aumento constante das formas de violência e de perseguição contra os cristãos e outros grupos religiosos em diferentes partes do mundo, os signatários da declaração pedem à Organização das Nações Unidas que promova urgentemente um compromisso político e social em defesa dessas populações e em prol da liberdade religiosa, adoptando, em particular, uma resolução para a proteção das minorias religiosas.

O mesmo comunicado foi enviado aos líderes de numerosas nações para pedir medidas e acções reais em defesa das minorias religiosas, dos locais de culto e dos textos sagrados.

“Tornamos público este texto na esperança de que ele encontre resposta positiva em curto espaço de tempo”, disse o cardeal Erdo, presidente do CCEE. “A quantidade de pessoas que estão a sofrer por causa da fé é um escândalo no nosso mundo moderno”.

Fundada pelo rabino Arthur Schneier em 1965, a Appeal of Conscience Foundation é uma parceria inter-religiosa de líderes empresariais e espirituais de todos os credos, que se juntam para promover “a paz, a tolerância e a resolução de conflitos étnicos”.

Reproduzimos a seguir o texto completo da declaração, traduzido do inglês.

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Declaração Conjunta

A Fundação para o Apelo à Consciência e o Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), preocupados com a continuidade da violência e da perseguição às minorias cristãs e de outros grupos religiosos, exortam as Nações Unidas a adotarem uma Resolução para a Proteção das Minorias Religiosas.

Condenamos todos os atos ou ameaças de violência, destruição, dano ou intimidação contra minorias religiosas, incluindo a destruição de locais de culto e de textos religiosos sagrados de qualquer tipo.

Fazemos um apelo a todos os Estados para a prevenção de atos ou ameaças de violência e convidamos as organizações intergovernamentais e não-governamentais a contribuírem com estes esforços, desenvolvendo iniciativas adequadas para promover o respeito mútuo e o reconhecimento das minorias religiosas.

O Conselho das Conferências Episcopais da Europa e a Fundação para o Apelo à Consciência pedem a todos os Estados, às organizações intergovernamentais e não-governamentais e aos meios de comunicação que promovam, através da educação, uma cultura de respeito mútuo e de tolerância à diversidade das religiões, que representam um aspecto importante do patrimônio coletivo da humanidade.

fonte Zenit

Cristãos na Malásia impedidos de usar palavra “Allah”

Manifestação de muçulmanos contra o uso de "Allah" por cristãos

Manifestação de muçulmanos contra o uso de “Allah” por cristãos


Termo deriva do árabe e significa apenas “Deus”. Contudo, os muçulmanos na Malásia reivindicam a exclusividade da palavra, apesar de os cristãos a usarem há 400 anos.

O Tribunal de Recursos da Malásia decidiu, esta segunda-feira, que os cristãos daquele país não podem utilizar a palavra “Allah” para se referirem a Deus.

A decisão contraria uma anterior, de 2009, que reconhecia esse direito aos cristãos e do qual o Governo recorreu.

A palavra “Allah”, embora muitas vezes associada ao Islão, apenas significa “Deus”, em árabe. Nos países de língua árabe, o termo é usado tanto por muçulmanos como por cristãos.

A Malásia é um país de maioria muçulmana e o termo “Allah” entrou no vocabulário local, tendo sido usado por membros de ambas as religiões há centenas de anos.

Contudo, alguns muçulmanos reivindicam a exclusividade da sua utilização. Em 2009, quando o tribunal reconheceu o direito aos cristãos de usar “Allah”, sobretudo nas suas publicações, houve manifestações de revolta e algumas igrejas foram atacadas.

Segundo o Governo e alguns grupos extremistas, os cristãos estarão a tentar converter os muçulmanos. O tribunal argumentou que o uso desse termo por cristãos pode “confundir” a sociedade.

O processo, do lado cristão, está a ser liderado pelo jornal semanal, o “Malaysia Herald”. O seu editor, padre Lawrence Andrew, argumenta que os cristãos não se vão sujeitar a uma lei injusta e diz que a Igreja vai recorrer Aos cristãos da Malásia, o jornalista pede que continuem a rezar por justiça.

Recentemente, os cristãos apresentaram como prova da antiguidade da sua utilização do termo o facto de o primeiro dicionário de Latim-Malaio, elaborado há 400 anos, já indicar “Allah” como tradução para “Deus”.

fonte RR

Mais de 60 líderes religiosos em campos de prisioneiros no Vietname

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Entre pastores e outros líderes religiosos cristãos, são 63 os detidos em condições deploráveis em quatro campos de prisioneiros do Vietname. As suas penas variam de 5 a 18 anos. Estão sujeitos a trabalhos forçados de até 14 horas por dia e o seu acesso a cuidados médicos é muito limitado. A denúncia foi feita pela organização International Christian Concern (ICC), com sede em Washington, que monitoriza a liberdade religiosa e a situação dos cristãos no mundo.

“Quase todos os prisioneiros são membros de minorias étnicas dos altiplanos centrais do Vietname. Os cristãos enfrentam um nível de discriminação e de opressão mais intenso em comparação com a maioria dos outros vietnamitas”, diz a denúncia.

O P. Ambrose Nguyen Van Si, OFM, teólogo vietnamita e reitor do Colégio Internacional de Santo Antônio, em Roma, entrevistado pela agência Fides, diz acreditar que os números e os conteúdos do relatório do ICC “são perfeitamente verossímeis”: “A situação é esta: ainda existem claras limitações e restrições da liberdade de expressão e de consciência: quem tem opiniões diferentes das do governo é penalizado e às vezes severamente punido. Isso é lamentável, especialmente porque acontecem prisões arbitrárias de jovens que defendem os direitos humanos. Quem paga são os membros das minorias étnicas, conhecidos coletivamente como ‘o povo das montanhas’, que são considerados uma ameaça à estabilidade nacional. Na maioria, eles são cristãos protestantes. Eu espero que haja mais atenção para com esses irmãos e irmãs que sofrem e rezam”, diz o padre.

De acordo com o relatório do ICC, a vigilância do governo sobre as instituições religiosas é particularmente ferrenha nos altiplanos. Alguns dos 63 prisioneiros provavelmente estão encarcerados desde 2004, quando as autoridades vietnamitas iniciaram uma dura repressão aos protestos motivados pelo confisco ilegal de terras e pela opressão religiosa. Na província de Binh Phuoc, as autoridades locais ainda tentam desmantelar 116 capelas construídas pelos fiéis do grupo étnico Stieng. As estruturas pertencem à Igreja Evangélica do Vietname do Sul, oficialmente registrada no país. As autoridades vietnamitas temem o surgimento, entre as minorias, de um movimento separatista.

Nos últimos anos, entre as pessoas presas por “ameaças à segurança nacional” ou por “atividades ilegais”, centenas são cristãos protestantes, mas também há seguidores do pouco conhecido grupo católico Ha Mon, que venera a Virgem Maria, embora não esteja regularmente incluído na Igreja Católica local.

(Fonte:Fides)

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