Archive | Maio 2013

Comissão da Liberdade Religiosa entrega prémio

Liberdade Religiosa

Liberdade Religiosa

Rui Pedro Rodrigues Vasconcelos distinguido por estudo sobre texto do Concílio Vaticano II

O Prémio Liberdade Religiosa 2012, atribuído a Rui Pedro Rodrigues Vasconcelos, vai ser entregue esta sexta-feira, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

A Comissão da Liberdade Religiosa escolheu o trabalho «A Declaração Dignitatis Humanae: A visão católica da Liberdade Religiosa no II Concílio Vaticano» por se tratar uma “obra de divulgação, cuidada e bem articulada, que, embora restrita ao Magistério da Igreja Católica sobre a liberdade religiosa, e não tanto à esfera civil, contempla um importante contributo para compreender as alterações posteriores ao Concílio Vaticano II (1962-1965) no relacionamento dos católicos com os Estados respetivos”.

Considerando a relevância do tema e a qualidade do texto como reflexão filosófica, o júri decidiu ainda fazer menção honrosa ao trabalho «Como distinguir o uso e abuso da Liberdade Religiosa» da autoria de Jorge Teixeira da Cunha.

O prémio da instituição é atribuído a trabalhos na área da aplicação da liberdade religiosa em Portugal, com realce para as vertentes teológica, filosófica, jurídica, sociológica.

Esta iniciativa tem uma componente monetária, no valor de cinco mil euros, e uma componente de divulgação, assegurada pela publicação do trabalho vencedor.

A Comissão da Liberdade Religiosa, criada pelo Decreto-Lei 16/2001, de 22 de junho de 2001, procura assegurar a liberdade de todas as religiões legalmente reconhecidas em Portugal, numa base de neutralidade e igualdade.

fonte Agência Ecclesia

Prémio Consciência e Liberdade 2013

CarmoA AIDLR-PT e a área de Ciências das Religiões anunciam o texto vencedor do Prémio Consciência e Liberdade 2013:

DA LIBERDADE RELIGIOSA À URGÊNCIA DO DIÁLOGO – A Experiência Contemporânea” da autoria do jornalista e investigador em Ciência das Religiões Joaquim Franco

O Júri do concurso, composto por um elemento da AIDLR-PT, um elemento da Área de Ciência das Religiões da Universidade Lusófona e um elemento da Comissão de Liberdade Religiosa, emitiu o seguinte texto como justificativo da sua escolha:

“Na sua análise, procurou o Júri basear a sua avaliação segundo a relevância, o contributo e a atualidade dos textos propostos em função da temática da Liberdade Religiosa. Nessa medida, o texto vencedor apresenta uma reflexão fundamentada e original sobre a importância do fenómeno religioso no mundo contemporâneo, partindo dos mais mediáticos casos de tensão religiosa nos últimos anos e apresentando o diálogo como fundamento da ‘inevitabilidade da liberdade religiosa na defesa do bem comum’.”

Joaquim Franco, vencedor do Prémio Consciência e Liberdade 2013, nasceu em 1967, é licenciado em Ciência das Religiões e formado em jornalismo pelo CENJOR. Autor de documentários, reportagens e publicações sobre o fenómeno religioso, recebeu diversos prémios, referências e distinções pelo seu contributo para a divulgação e compreensão dessa temática. Entre os seus trabalhos premiados ou referenciados encontram-se as peças jornalísticas: João Paulo II, o 1º Papa global (SIC e Expresso, 2006), Esplendor da Austeridade (SIC, 2012), Ritual da Morte no Islão (SIC, 2006), Terceira Idade da Inocência (TSF, 1999), Arquivo Secreto Vaticano (SIC, 2012);  Padres políticos (SIC, 2008); Jesus descodificado (SIC, 2005). Depois de passagens pelo Correio da Manhã Radio, Rádio Comercial e TSF, Joaquim Franco integrou a equipa fundadora da SIC Notícias, em 2000. É atualmente jornalista da SIC.

A entrega do prémio e a apresentação do trabalho terão lugar na II Conferência Consciência e Liberdade, organizada pela AIDLR-PT e pela Área de Ciência das Religiões da Universidade Lusófona.

Esta Conferência terá como tema:  “O Estado e a Religião: entre a ética do cidadão e a espiritualidade do crente”.

Terá lugar no próximo dia 28 de maio, pelas 18h, na Universidade Lusófona de Lisboa, Sala S.0.11.

Papa pede respeito pela liberdade religiosa

francisco_papa_bartolomeu_RV

O Papa Francisco apelou hoje ao respeito pela liberdade religiosa e ao reconhecimento do papel do Cristianismo na construção da identidade da Europa, numa mensagem enviada a um encontro entre católicos e ortodoxos.

O texto, divulgado pela Rádio Vaticano, pede que as autoridades civis respeitem “em todos os lugares” o direito dos crentes a “viver livremente o seu próprio culto e exprimir publicamente a sua fé”.

O Papa Francisco alude ao 1700.º aniversário do “histórico” Édito de Milão, que trouxe liberdade religiosa aos cristãos, assinado pelo imperador romano Constantino, que nasceu em 274 e faleceu em 337.

A mensagem, enviada através do secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, é dirigida ao patriarca ecuménico (Igreja Ortodoxa) de Constantinopla (atual Istambul), Bartolomeu, que acolhe na Turquia um seminário sobre o decreto do imperador romano, em colaboração com o Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE).

O Papa convida “todos os cidadãos europeus” a reconhecerem “o papel que o Cristianismo teve na formação” da sua cultura e a permanecerem “aberto ao contributo contínuo que os crentes cristãos podem dar neste sentido”.

Francisco deixa uma saudação particular a Bartolomeu, manifestando a sua “esperança” de que se chegue rapidamente “ao dia em que as divisões do segundo milénio” entre católicos e ortodoxos “sejam definitivamente uma coisa do passado”.

Na abertura dos trabalhos, o patriarca ortodoxo defendeu que a Igreja “não desapareceu” da vida pública” e a influencia, quando “vive, existe e sofre duramente no cativeiro, mesmo quando é perseguida”.

Já o presidente do CCEE, cardeal Péter Erdo, alertou para uma “recusa prática de Deus” na cultura europeia, que considera a religião como uma opinião subjetiva sem “caráter social”, relegando-a para a “esfera privada do indivíduo”.

O encontro, à porta fechada, decorre até sábado e tem intervenções previstas de representantes cristãos, judeus e muçulmanos sobre a realidade das religiões no mundo e as suas relações com a política e a sociedade.

fonte Ecclesia

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