Archive | Fevereiro 2013

Cardeal Dom Odilo Scherer enfrenta protestos anti-católicos na PUC-SP

Os protestos contra a decisão do Cardeal Dom Odilo Scherer – Arcebispo de São Paulo –  de nomear a doutora Anna Maria Marques Cintra como a nova reitora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), além de revelarem o preconceito contra o cristianismo, mostram o nível de imbecilização no qual boa parte dos universitários brasileiros estão imersos. Só mesmo uma mentalidade já deturpada pelos confusos programas de doutrinação marxistas para conseguir encontrar uma lógica que sustente manifestações contra a intervenção da Igreja em sua própria universidade. A situação chegou ao limite do absurdo nesta semana quando dezenas de estudantes se reuniram no pátio da PUC para ridicularizarem Dom Odilo, no momento em que o Cardeal celebrava uma missa no campus universitário.

O imbróglio começou em novembro do ano passado quando o grão-chanceler da PUC-SP, Dom Odilo Scherer, decidiu empossar como reitora a professora Anna Cintra, ao invés do vencedor das eleições realizadas pelos alunos, professores e funcionários, o professor Dirceu de Mello. A escolha do reitor da universidade é feita pelo grão-chanceler conforme uma lista tríplice que lhe é apresentada, após uma consulta à comunidade acadêmica. Anna Cintra foi o último nome dessa lista e a escolhida do Cardeal. A decisão, todavia, foi correta pois deu-se de acordo com o Estatuto da Pontifícia. Segundo o jurista Ives Gandra Martins, “a decisão do senhor Cardeal não só foi legal, como legítima”.

Apesar das pressões dos alunos e de um período de greve, com direito a uma grotesca encenação da decapitação do Papa Bento XVI (veja aqui) no pátio da instituição, Dom Odilo Scherer manteve a decisão que, inclusive recebeu a chancela da Santa Sé, dada na última semana pelo Cardeal Zenon Grocholewski, prefeito da Congregação para Educação Católica. De acordo com o decreto do Cardeal, Anna Cintra possui “títulos e qualidades” que a capacitam para exercer o cargo ao qual foi designada. Os alunos, professores e funcionários da PUC receberam uma cópia do decreto em português e outra em latim na semana do anúncio.

No último dia 22 de fevereiro, festa da Cátedra de São Pedro, o Cardeal Dom Odilo Scherer celebrou uma Missa na capela da PUC e um ato de dignificação da Cruz, em ação de graças pelo pontificado do Papa Bento XVI e em desagravo às blasfêmias dirigidas ao Santo Padre durante os protestos dos alunos e professores. Não obstante,  a solenidade foi também marcada pelo desrespeito de algumas dezenas de estudantes que resolveram professar seus sentimentos anti-católicos durante a cerimônia. Com esparadrapos na boca e cartazes ofensivos, os jovens revolucionários achincalharam e hostilizaram Dom Odilo durante toda a celebração. Segundo relatos de pessoas que estiveram presente no local, em alguns momentos, os fiéis católicos chegaram a temer pela segurança do prelado, sobretudo quando este foi cercado pelos arruaceiros durante o ato de dignificação da Cruz. Enquanto Dom Odilo rezava as orações litúrgicas se podia ouvir gritos do tipo: “PUC laica” (!!!), “Fora Igreja”, “adeus, adeus Bento XVI, Anna Cintra agora é sua vez”.

As celebrações, contudo, seguiram seu curso normalmente, graças também à firmeza de Dom Odilo, que não deixou se intimidar. De acordo com os fiéis presentes, o Cardeal defendeu a liberdade religiosa e, antes de terminar, pediu a intercessão dos mártires da Igreja. Na procissão final, Dom Odilo puxou o canto junto com o povo: “Vitória, Tu reinarás… Ó Cruz, Tu nos salvarás”. Em alguns momentos, a canção foi interrompida por gritos de “Viva o Papa”. Na homilia, o cardeal explicou que o Santo Padre está diretamente ligado à Pontifícia Universidade Católica.  “Ele, o Sumo Pontífice, é o catedrático na Igreja. […] Numa Universidade Católica, estamos ligados à Cátedra de São Pedro”, frisou Dom Odilo.

Malgrado as demonstrações claras de intolerância e desrespeito por parte dos baderneiros, a missa e o ato de dignificação da Cruz foram uma vitória acachapante sobre a soberba do pensamento gramcista que infesta a maioria, senão todas as universidades do país. Uma demonstração lúcida de que a Cruz é a salvação que opera no silêncio, apesar dos berros daqueles que estão dominados pela vaidade e por um automatismo desregrado que os impede de raciocinar de maneira equilibrada. Que a exemplo de Dom Odilo Scherer, outras autoridades possam se levantar para defender a genuína universidade católica e o ensinamento tradicional.

fonte: BLOG Christo nihil praeponere

Liberdade religiosa na pauta de Direitos Humanos da União Européia

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O Conselho dos Ministros do Exterior da União Européia estabeleceu que a liberdade de religião e de credo é uma das prioridades, no que tange aos direitos humanos, a serem promovidas nas sedes internacionais das Nações Unidas, neste ano de 2013.

O Conselho se reuniu em Bruxelas, nesta segunda-feira, 18, quando elaborou uma lista de prioridades a serem apoiadas. “A União européia – lê-se na nota divulgada ao final do encontro – continuará a apresentar resoluções sobre liberdade de religião e de credo às Nações Unidas”. Além disto, “participará das discussões sobre o próximo relatório a ser feito pelo relator especial do Conselho da ONU sobre os direitos humanos”, que será focado na situação das pessoas pertencentes às minorias religiosas”.

Entre outros pontos, na conclusão do encontro do Conselho Europeu, foi decidido que a União Européia pedirá que seja denunciada a ‘grave situação dos direitos humanos’ na Síria, a ‘persistente situação crítica’ na Coréia do Norte e a situação ‘preocupante’ no Irã. Graves preocupações também foram expressas em relação à Bielorússia, além da grande atenção à Myanmar, à República Democrática do Congo, Eritréia, Sudão e Sudão do Sul.

Fonte RV

Vida dura para os cristãos: nenhum sinal de Kim Jong-Un

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O novo líder norte-coreano Kim Jong-Un, que já tomou plenamente posse do poder, “não deu nenhum novo sinal positivo para a liberdade religiosa e para a vida dos cristãos na Coreia do Norte”: é o que afirma à Agência Fides o missionário de Maryknoll, P. Gerard Hammond, que a partir de Seul guia os Programas para a Coreia do Norte na sua congregação e já viajou mais de 30 vezes para além da “cortina de bambu”. O sacerdote nota que “as condições de segurança em que vivem os cidadãos são tão precárias que é realmente difícil cultivar a fé”, enquanto “na Coreia do Norte não há um sacerdote católico residente há mais de 50 anos”.

A liberdade religiosa é completamente negada na Coreia do Norte, considerada a nação mais hostil ao Cristianismo de todo o mundo: o recente relatório “World Watch List 2013”, divulgado pela organização estadunidense “Open Doors”, a colocou em primeiro lugar na lista dos países opressores da liberdade de fé.

De acordo com “Open Doors”, existem hoje na Coreia do Norte entre 100.000 e 400.000 cristãos e, apesar do perigo de serem presos ou mortos, os seguidores de Jesus Cristo buscam compartilhar o Evangelho nas chamadas “igrejas domésticas”, que são “comunidades subterrâneas”. Segundo uma recente nota do grupo “Christian Aid Mission”, enviada a Fides, um Pastor contou que guia “três igrejas subterrâneas na Coreia do Norte, com 87 membros”.

Segundo a Ong cristã “318 Mission Partner” (que se refere aos 318 guerreiros companheiros de Abraão na Bíblia, ndr), que atua para salvar emigrantes clandestinos norte-coreanos, existiriam mais de 10 mil igrejas subterrâneas na Coreia do Norte. Para o P. Hammond, “essas notícias são impossíveis de se verificar e, em todo caso, cifras dessa dimensão parecem surpreendentes, vista as fortes condições de segurança e a rede de controle dos militares”. Isso não impede, acrescenta, que “a chama da fé possa permanecer viva mesmo sob um regime opressivo”, como ocorreu em outras partes do mundo.

No início de 1900, Pyongyang, hoje capital da Coreia do Norte, era chamada de “Jerusalém do Oriente”, porque o Cristianismo tinha depositado suas raízes e se contavam mais de três mil igrejas. A perseguição dos cristãos teve início em 1910, quando o Japão tomou o controle da península coreana, e piorou com a tomada do poder pelo regime comunista de Kim Il-Sung, depois da II Guerra Mundial, continuando sob seu filho Kim Jong-Il e hoje com Kim Jong-Un.

Fonte: Agência Fides Foto: Publico/Reuters

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