Obama quer obrigar organizações religiosas a oferecer contraceptivos

A administração de Barack Obama confirmou na passada Sexta-feira uma ordem que obrigará todas as organizações de inspiração religiosa a oferecer serviços contraceptivos, incluindo aqueles que são potencialmente abortivos, como a pílula do dia seguinte, nos seguros de saúde dos seus funcionários.

A ordem não é nova e está ligada ao plano de reforma do sistema nacional de saúde, conhecido como Obama Care. As Igrejas em si estão isentas, bem como mesquitas, sinagogas e outros templos religiosos, mas outras organizações ligadas a religiões, como hospitais por exemplo, não estão.

Este facto tinha motivado protestos liderados pela hierarquia católica que reclamou um alargamento das isenções por questões de objecção de consciência e de liberdade religiosa, mas a decisão de Sexta-feira deixa tudo na mesma, alargando apenas o prazo para aplicar as novas regras por um ano, até Agosto de 2013.

Os bispos americanos reagiram com firmeza, acusando a administração de ter tomado uma decisão “inconsciente” e de, na prática, ter dado “um ano para percebermos como é que podemos violar as nossas consciências”, nas palavras do arcebispo Timothy Dolan, de Nova Iorque.

“Obrigar os americanos a escolher entre violar as suas consciências e ter seguros de saúde é de uma falta de consciência. Trata-se tanto de um ataque ao acesso a cuidados de saúde como à liberdade religiosa”, considera Dolan, que dentro de um mês será criado cardeal por Bento XVI.

Para além de ainda poder ser abolida pelo Supremo Tribunal, a questão promete tornar-se uma das bandeiras da campanha presidencial. O Cardeal Mahoney, arcebispo emérito de Los Angeles, reagiu da seguinte maneira no seu blogue pessoal.

“Para mim esta é a questão fundamental mais importante numa altura em que nos aproximamos das campanhas presidenciais e para o congresso. Todos os candidatos devem ser pressionados a declarar as suas posições em todas as questões sobre a vida, sobretudo no papel do Governo em determinar que decisões de consciência devem ser seguidas: as do próprio ou as que são ditadas pelo Governo federal. Para mim a resposta é clara: guiamo-nos pelos nossos princípios morais e pela nossa herança secular e não por aquilo que uma agência federal decide determinar.”

A decisão da administração Obama surgiu precisamente um dia depois de Bento XVI ter alertado para as ameaças à liberdade religiosa nos EUA. Recebendo em audiência um grupo de bispos americanos, o Papa disse: “É imperativo que toda a comunidade católica nos EUA compreenda as graves ameaças ao testemunho público e moral da Igreja que são representadas pelo secularismo radical que se tem ganho expressão nas esferas políticas e culturais.”

fonte RR

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Organização internacional católica, dependente da Santa Sé, cuja missão é ajudar os cristãos perseguidos por causa da sua fé. Procura estar atenta às várias situações de necessidade destes cristãos, particularmente a falta de liberdade religiosa. Para isso, publica periodicamente um Observatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo www.fundacao-ais.pt/

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