Autoridade vaticana pede liberdade no Paquistão

O Paquistão precisa de “respeito à liberdade religiosa e de consciência, que é o selo da justiça e da paz”, destacou o secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, Dom Savio Hon Tai-Fai, em uma mensagem enviada à Igreja local.

O texto foi lido à assembleia de bispos, sacerdotes, religiosos e leigos que se reuniram em Karachi para iniciar o Ano da Missão, que começou em 1º de outubro e terminará em 9 de setembro de 2012.

Na mensagem, divulgada pela agência Fides, o arcebispo se mostrou satisfeito por “partilhar o entusiasmo e renovado impulso missionário para pregar o Evangelho e semear a Palavra de Deus no terreno fértil de muitos corações”.

Dom Savio Hon Tai-Fai se referiu à comunidade cristã do país destacando que, “entre provas e tribulações, sua perseverança na fé, esperança e caridade é admirável”.

O prelado citou o 25º aniversário do Dia Mundial de Oração pela Paz, celebrado em Assis, em 27 de outubro de 1986.

Afirmou que “apaz, como um desejo sincero de todos, parece algo frágil em muitas sociedades”.

Para defendê-la, prosseguiu,”duas coisas são de suma importância: o imperativo interior da consciência moral, que nos convida a respeitar, proteger e promover a vida humana. É um imperativo que nos ajuda a superar o egoísmo, a ganância e o espírito de vingança”.

Também destacou a importância de acreditar que “a paz vai além dos esforços humanos. Assim, sua fonte e realização devem ser procuradas em uma realidade além de nós todos”.

“Como cristãos, estamos convencidos da verdade de que Cristo é a nossa paz. Então, nós pregamos Cristo e o seu Evangelho porque, com sua vida e morte, Ele nos ensinou a amar, servir e fazer a paz entre os indivíduos e os povos”, acrescentou.

Centrando-se no contexto do Paquistão, o bispo disse que “oamor cristão nos obriga ao diálogo e a promover relações positivas e construtivas com pessoas de outras comunidades e outras religiões”.

“É edificante constatar os enormes esforços realizados no Paquistão, o testemunho do fato de que cristãos e muçulmanos podem trabalhar e caminhar juntos em paz”, ainda que seja necessária uma melhoria urgente neste campo, indicou.

Escreveu também que, “como uma pequena minoria numa sociedade de maioria muçulmana, a Igreja no Paquistão vive e se move em um quadro que exige sensibilidade e grande amor por nossos irmãos e irmãs muçulmanos”.

A mensagem conclui com a esperança de um frutífero trabalho das Pontifícias Obras Missionárias, que estão comemorando 60 anos de presença no Paquistão.

O prelado garante a proximidade, na oração, da Igreja universal e da Igreja no Paquistão, e lança um apelo aos fiéis do país, com as palavras de Jesus aos apóstolos: “Não tenham medo!”.

(fonte ZENIT.org)

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Organização internacional católica, dependente da Santa Sé, cuja missão é ajudar os cristãos perseguidos por causa da sua fé. Procura estar atenta às várias situações de necessidade destes cristãos, particularmente a falta de liberdade religiosa. Para isso, publica periodicamente um Observatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo www.fundacao-ais.pt/

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