França proíbe a oração nas ruas de Paris

Entrou em vigor uma lei que proíbe a oração nas ruas de Paris.

A lei foi proposta para resolver a situação de fiéis muçulmanos que, em particular às Sextas-feiras, ocupam vias públicas à saída de mesquitas que transbordam, impedindo o trânsito.

“A oração nas ruas não dignifica a prática religiosa, e viola os princípios de secularismo”, afirmou o ministro Claude Guéant numa entrevista ao jornal francês Le Figaro. O ministro afirmou que as autoridades recorreriam à força caso fosse necessário, mas duvidou que a situação chegasse a esse ponto, uma vez que o diálogo com os líderes religiosos tem sido “frutífero”.

Para os casos mais graves, onde o problema se repete semanalmente, o ministro oferece a utilização de espaços públicos, como bases militares em desuso ou quartéis de bombeiros para se realizarem as orações.

Por enquanto a lei aplica-se só a Paris, mas há a possibilidade de se estender a outras cidades, como Nice ou Marselha, onde há uma grande população muçulmana. Recorde-se que França é o país da Europa ocidental com maior população muçulmana, cerca de cinco milhões.

Embora a lei tenha sido claramente criada para resolver a questão dos muçulmanos, continua por explicar se afectará outras comunidades, nomeadamente procissões cristãs, por exemplo.

Religião no trabalho
Entretanto, ainda em França, o Alto Conselho para a Integração (ACI) afirmou que é necessário criar uma nova lei que regule a prática religiosa nas empresas privadas.

As leis que proíbem a utilização de símbolos religiosos ou de prática religiosa dizem respeito apenas a espaços públicos, como escolas ou edifícios de Estado, mas não existe qualquer legislação que se aplique a empresas privadas.

O ACI afirma que tem recebido cada vez mais queixas sobre problemas destes, incluindo funcionários que exigem comida especial nas cantinas, procuram trabalhar com vestuário ou símbolos religiosos ou recusam-se a trabalhar em determinados dias que não são feriados nacionais.

Num exemplo tornado público, uma funcionária de uma creche privada começou a ir trabalhar com véu islâmico. Foi despedida mas contestou a decisão. O tribunal acabou por dar razão à creche mas, segundo o ACI, a criação de um quadro legal que dê força aos regulamentos internos das empresas poderia evitar situações destas no futuro.

fonte RR
Anúncios

About Fundacao AIS

Organização internacional católica, dependente da Santa Sé, cuja missão é ajudar os cristãos perseguidos por causa da sua fé. Procura estar atenta às várias situações de necessidade destes cristãos, particularmente a falta de liberdade religiosa. Para isso, publica periodicamente um Observatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo www.fundacao-ais.pt/

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: