Only religious thugs love blasphemy laws

Blasphemy is not a protector of religious freedom, as the UN maintains, but its mortal enemy

Se as circunstâncias não fossem tão terríveis, a bem sucedida tentativa do Paquistão de persuadir o Conselho de Direitos Humanos da ONU a condenar blasfemos que difamam a religião teria sido uma comédia negra. Cada palavra que seus diplomatas usaram em 2009 para protestar contra a islamofobia se mostrou a descrição precisa dos preconceitos que o estado paquistanês estava levando a cabo em casa.

Eles disseram que a ONU deveria aprovar uma lei universal de blasfémia para proteger minorias religiosas de “intolerância, discriminação e atos de violência”. Se não fossem os hipócritas que aparentavam, mas homens decentes com desejo de ajudar todas as minorias e não apenas muçulmanos, eles deveriam agora reconhecer que Salmaan Taseer foi assassinado por proteger minorias religiosas paquistanesas da própria lei de blasfémia daquele país.

Taseer não foi tão longe quanto dizer que o Corão, como o Talmude e a Bíblia, era obra de homens, não de Deus, ou criticar os ensinamentos de Maomé. Seu crime foi se colocar contra a perseguição de cristãos em países muçulmanos, um assunto que a mídia dos ocidentais supostamente fomentadores de guerras e “crusados” cultural-imperialistas mal menciona, com medo de causar “ofensa”. Ele denunciou o tratamento de Aasia Bibi, uma cristã mãe de cinco. Ela havia discutido com mulheres muçulmanas que se recusaram a beber a água que ela levou, porque ela (Bibi) era impura e portanto a bebida estava contaminada. Foi relatado ao clérigo local que ela havia usado o nome de Maomé em vão. Foi o bastante para o juiz ordenar sua morte por enforcamento. Portanto, não muito respeito demonstrado pelos direitos da minoria. Nem pelos direitos de Salmaan Taseer, cuja última visão foi de Mumtaz Qadri atirando 26 balas em seu corpo, enquanto outros membros de sua guarda o permitiram fazer isso.

“Difamação da religião é uma séria afronta à dignidade humana, que leva à restrição da liberdade de seus aderentes e ao incitamento da violência religiosa”, bradaram os oficiais paquistaneses na ONU, em 2009. Mutatis mutandis, o Paquistão se transformou em um país tão amedrontado dos incitadores de violência religiosa que os liberais permanecem em silêncio, com medo dos assassinos virem em seu encalço; uma terra tão incivilizada que Jamaat-e-Islami e outros bandos de criminosos teocratas podem se safar culpando Taseer por sua própria morte e tratando seu assassino como um herói, por executar a vontade de deus.

 

Leia aqui o artigo completo

 

in The Guardian

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About Fundacao AIS

Organização internacional católica, dependente da Santa Sé, cuja missão é ajudar os cristãos perseguidos por causa da sua fé. Procura estar atenta às várias situações de necessidade destes cristãos, particularmente a falta de liberdade religiosa. Para isso, publica periodicamente um Observatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo www.fundacao-ais.pt/

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