Archive | Agosto 2011

Índia: cristãos com medo em Orissa

Três anos depois da morte de mais de cem cristãos por causa da violência de hindus fundamentalistas no estado de Orissa, Índia, os fiéis continuam sofrendo perseguição. As autoridades não permitem reconstruir as igrejas nem construir novas nas “colônias” cristãs nascidas após o massacre.

Nesta quarta-feira, aniversário desses pogroms, os cristãos de Orissa não se atreveram a celebrar grandes reuniões para recordar as vítimas e alçar a voz contra as injustiças que ainda sofrem.

“Tínhamos medo das represálias dos fundamentalistas hindus, que estavam concentrados para celebrar o aniversário da morte do vidente Laxmananda Saraswati”, explicou a presidente do grupo de mulheres da arquidiocese de Cuttack-Bhubaneswar, Shibani Sing, à agência Ucanews.

“É uma pena que não estejamos organizados; não pudemos recordar os nossos mortos nem homenageá-los”, declarou o coordenador da associação de sobreviventes, Bipra Charan Nayak. O advogado católico Paul Pradhan também afirmou: “Nossas vozes são fracas por falta de solidariedade”.

O arcebispo de Cuttack-Bhubaneswar, Dom John Barwa, explicou que as coisas estão voltando à normalidade nas cidades, mas nas áreas remotas continuam os incidentes violentos.

Ataques

No sábado passado, 21 de agosto, foi atacada a igreja católica de Santa Maria, em Pune, na Índia ocidental. Os vândalos queimaram parcialmente o tabernáculo, picharam imagens religiosas e jogaram pelo chão bíblias e outros livros religiosos.

No estado indiano de Karnataka, pelo segundo domingo consecutivo, a celebração religiosa foi interrompida e o pastor foi agredido e preso pela falsa acusação de forçar conversões.

Vinte ativistas radicais hindus atacaram o pastor Sangappa Hosamani Shadrak, de 28 anos, enquanto celebrava na localidade de Rohi em casa de um fiel.

Os extremistas atacaram a comunidade, profanaram o pão e o vinho que estavam sendo usados na celebração e agrediram o pastor, que perdeu um dente e ficou gravemente machucado no rosto. Os agressores ainda o levaram para outra localidade, Latte, e o amarraram a uma árvore.

Mais tarde, os extremistas chamaram a polícia, que prendeu o pastor e alguns fiéis. As tentativas do GCIC de libertá-lo foram em vão. Shadrak foi levado ao presídio de Jamkotai, sob acusações não especificadas.

Proibido construir igrejas

Em Kandhamal, o governo local enviou carta ao pároco da igreja católica de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa em Mondasoro exigindo a paralisação imediata dos trabalhos de reconstrução de uma capela na localidade de Padunbadi, alegando que o terreno é propriedade do estado.

Há dias, o governo impediu a construção de outra igreja católica em Nadagiri, onde muitas famílias cristãs foram realocadas depois de ter suas casas ocupadas por extremistas hindus. Outros grupos radicais continuaram criando problemas, ao bloquear a chegada de material de construção para as casas e igrejas cristãs.

Global Council of Indian Christians (GCIC) enviou uma carta aberta ao Primeiro Ministro, Shree Naveen Patnakiji, pedindo a revogação dessas ordenanças contrarias à Constituição indiana e à liberdade religiosa, segundo a AsiaNews.

O presidente do GCIC, Sajan K. George, pôs em dúvida a existência de liberdade religiosa em estados como Karnataka, Orissa e Gujarat. “É uma mancha sobre a Índia laica”, declaró.

O GCIC está muito preocupado com a nova campanha do Vishwa Hindu Parishad (VHP), grupo extremista e militante hinduísta que se mostrou contrário a um projeto de lei para combater a violência inter-religiosa.

A entidade considera que a ameaça do extremismo político contra os cristãos é um problema que não afeta só Orissa, mas a Índia toda.

“Muito mais a ser feito”

O arcebispo de Cuttack-Bhubaneswar destacou que “devemos trabalhar pela paz mantendo o nosso direito de estar aqui”, especialmente no distrito de Kandhamal, o mais afetado, onde, há três anos, 300 povoados foram atacados, com saldo de mais de 70 mortos.

Ao menos 25.000 pessoas fugiram da violência quando, em 23 de agosto de 2008, foi assassinado o ativista político Swami Laxmanananda Saraswati.

Entre agosto e setembro daquele ano, mais de 170 igrejas e capelas foram atacadas no Natal de 2007 em Kandhamal, obrigando 3.000 pessoas a abandonar seus lares.

“Nos últimos três anos, houve passos no caminho da reconstrução e do diálogo”, explicou o arcebispo à associação internacional Ajuda à Igreja Necessitada, “mas há pessoas que ainda têm medo; houve progressos na paz e na justiça, mas ainda muito mais tem que ser feito”.

“Foi feita justiça depois do que houve em Kandhamal, mas estamos um pouco desanimados”, reconheceu. “Os funcionários de departamentos mais baixos nos criam problemas, mas os de níveis superiores estão fazendo o seu melhor esforço”, disse, embora as “palavras bonitas sobre a necessidade de justiça nem sempre se traduzem em atos”.

A maior parte das pessoas desalojadas entre 2007 e 2008 voltou para Kandhamal, graças à construção de mais de 3.700 casas, que devem chegar a 4.000 no final do ano.

O arcebispo agradeceu a Ajuda à Igreja Necessitada. “A maior parte das paróquias de Kandhamal foi reconstruída, mas faltam muitas igrejinhas e capelas do interior”.

A entidade também proporcionou 30.000 euros para a assistência psicológica às vítimas das atrocidades cujo triste aniversário foi ontem.

fonte: ZENIT.org

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Cristãos e igrejas “fichados”. Teme-se uma onda de violência de grupos extremistas hindus

Justamente enquanto Orissa se prepara para celebrar o aniversário dos massacres anticristãos de 2008 (veja Fides 22 e 23/8/2011), em outro estado da Índia, Karnataka, a comunidade dos fiéis lança à Fides o alarme por um novo possível plano de “limpeza étnica de massa” contra as comunidades cristãs. A polícia local, efetivamente, organizou uma espécie de “recenseamento mirado” dos cristãos e das igrejas que, segundo os fiéis locais, é um verdadeira “fichamento de massa” a operação, conhecida pela Fides como “Global Council of Indian Christians” (GCIC), não tem apenas caráter administrativo, mas “é claramente uma tentativa de implementar a agenda escondida de Sangh Parivar”, que abriga organizações radicais hindus responsáveis também pelos ataques em Orissa. “É uma clara violação dos direitos fundamentais dos cristãos do país de praticar e pregar livremente a sua religião, como garantido pela Constituição” – afirma o GCIC. Karnataka é um estad o da federação indiana governado pelo partido nacionalista “Baratiya Janata Party” (BJP), aliado dos movimentos extremistas.

A iniciativa partiu da polícia local e já foi lançada no distrito de Chikmagalur. Aos párocos e pastores das igrejas foi entregue um formulário em que se pede a indicação do nome da Igreja e a sua exata localização; os edifícios e as propriedades, o nome e o número de telefone das pessoas proprietárias; as contas bancárias; detalhes sobre a frequência dos fiéis, dias e horários das celebrações. Uma série de notícias que evocam a suspeita de “censo dos cristãos”, realizado em Madhya Pradesh (veja Fides 15/4/2011), foi também governado pelo BJP, que suscitou vivos protestos dos cristãos locais.
Em Karnataka continuam a verificarem-se episódios de violência anticristã: nas últimas semanas, durante dois domingos, as liturgias de algumas comunidades cristãs pentecostais foram interrompidas, os pastores insultados e agredidos, as igrejas saqueadas. Como ato de intimidação aos fiéis, os radicais hindus apresentam falsas denúncias de conversões forçadas atuadas pelos cristãos, gerando ódio e novas violências. O estado, onde dentre 52,8 milhões de pessoas existem cerca de um milhão de cristãos, é conhecido pela onda de violência anticristã de 2008, que registraram 113 ataques em 29 distritos. E nos últimos dois anos, segundo fontes da Fides, verificaram-se em Karnataka outros 138 episódios de violências anticristãs. Para denunciar publicamente tais fatos e restabelecer uma verdade que se queria negar, as ONGs cristãs encarregaram o juiz Michael Saldanha de redigir um detalhado Relatório, depois de um inquérito no território (veja Fides 24/2/2011). A onda de violência foi o rientada por grupos fundamentalistas hindus cobertos pelo governo central de Karnataka. “Em Karnataka – notam as fontes da Fides – os extremistas hindus têm um poder imenso: estão no governo, são infiltrados no sistema judiciário, na burocracia e na polícia. Para os cristãos, é impossível ter justiça”.

Fonte: Agência Fides

Igreja e ONGs, “Não à lei anticonversão, precisamos proteger a liberdade religiosa”

Katmandu (Agência Fides) – Precisamos urgentemente proteger a liberdade religiosa no Nepal e dizer “não” a medidas como disposições que proíbem a conversão de uma religião para outra, incluídas no novo Código Penal que será aprovado pela Assembléia Constituinte, juntamente com a nova Constituição: é o apelo lançado pela Igreja no Nepal que chegou à Fides pelos líderes religiosos e pelas ONGs que defendem os direitos dos cristãos e a liberdade religiosa no mundo.

Enquanto faltam oito dias para a data fixada para a aprovação final da nova Constituição do Nepal (31 de agosto) – depois de mais de 10 anos de guerra civil e a transformação do país de Reino hinduísta a estado democrático – as comunidades cristãs no Nepal estão muito preocupadas com ataques contra a liberdade religiosa que são registradas na elaboração do Código Penal e propõem portanto, alterações ao texto.
No relatório intitulado “Proteger a liberdade religiosa no novo Nepal”, enviado à Agência Fides, a ONG “Christian Solidarity Worldwide” (CSW) afirma que algumas disposições são incompatíveis com os tratados internacionais de direitos humanos, referindo-se especialmente a cláusulas que requerem a proibição de conversão, contidas no novo Código Penal, que será votada pela Assembléia.
Estas medidas, ressalta CSW, em outros estados do sul da Ásia (as leis anti-conversão estão em vigor em alguns estados da Índia) “criaram preconceitos e violência contra as minorias religiosas”. A ONG sublinha que, nos termos dos tratados como o “Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos” (ICPPR), ratificado pelo Nepal, “cada cidadão deve ter a liberdade de escolher uma religião ou crença”. O Nepal, ressalta CSW, tem uma oportunidade muito grande para delinear seu caráter secular, para “promover um clima pacífico de pluralismo religioso e para proteger os direitos de todos os cidadãos”.
Nos dias passados, a Igreja Católica e outros líderes cristãos nepaleses, reunidos no “United Christian Alliance of Nepal” e no “National Council of Churches”, salientaram que as disposições do artigo 160 do Código Penal (que impõem a proibição de conversão) contrastam com o artigo 23 da Constituição, que afirma que “toda pessoa tem o direito de professar, praticar e defender sua crença religiosa”. É um fórum inter-religioso de líderes cristãos, muçulmanos, budistas e bahais, bem como várias ONGs da sociedade civil, tais como a “Nepal National Human Rights Commission”, que entregaram um memorando ao Governo solicitando uma revisão das normas anti-conversão.

fonte: Agência Fides 24/8/2011

TERCEIRO ANIVERSÁRIO DOS MASSACRES DE ORISSA

Enquanto nos aproximamos do terceiro aniversário dos massacres de Orissa (24 de agosto é o dia da comemoração), a comunidade cristã local continua a enfrentar o assédio e a violência de todos os tipos, política, jurídica, econômica e social. Em 24 de agosto, o dia escolhido para lembrar os massacres de 2008, os cristãos de Orissa rezarão e se reunirão em assembleia para homenagear as vítimas e para levantar a voz contra as injustiças que ainda os atingem.

Como referem as fontes da agência Fides na diocese de Cuttak-Bhubaneswar, o governo local está violando patentemente a liberdade religiosa dos fiéis cristãos, proibindo-os de reconstruir as igrejas demolidas durante as violências ou de edificar novas nas “colônias” cristã, formadas após os massacres.

O governo local no distrito de Kandhamal (o mais afetado pelos massacres) enviou uma carta ao pároco da Igreja Católica de “Nossa Senhora da Medalha Milagrosa”, que se encontra em Mondasoro, ordenando-o imediato congelamento da obra de reconstrução de uma capela no vilarejo de Padunbadi, alegando que a terra é de propriedade do Estado. “A igreja no vilarejo – destaca à Fides o pároco local, Padre Laxmikant Pradhan – existe há mais de duas gerações” e, portanto, a ordem do governo, que impede a reconstrução da igreja, é uma clara injustiça contra os fiéis cristãos, já provados pela fome, deslocamento e pobreza.

O caso de Mondasoro não é o único: alguns dias atrás o governo deteve a construção de outra igreja católica em Nadagiri, sempre no distrito de Kandhamal. Nandagiri é um bairro onde eles foram realocados numerosas famílias cristãs que, deslocadas após as violências de 2008, não puderam retornar às suas localidades de origem, ocupadas pelos extremistas hindus.

Na colônia há 54 famílias católicas e 17 protestantes, de denominação pentecostal, que continuaram a celebrar o culto em lugares improvisados e que tinham começado a construir uma capela. O governo, revelam fontes locais da Fides, ordenou o bloqueio aceitando as queixas dos radicais, mas violando o princípio da liberdade religiosa garantido na Constituição da Índia. (SP)

Fonte Rádio Vaticano

UM TERÇO DA POPULAÇÃO MUNDIAL NÃO TEM LIBERDADE RELIGIOSA

Um terço da população mundial não goza de liberdade religiosa: é o que emerge do último relatório do centro de Estudos de Washington dedicado às religiões, que se chama Pew Research Center’s Fórum on Religion and Public Life.

O relatório, que leva em consideração o período 2006-2009, denuncia a tendência dos governos de adotar normativas cada vez mais restritivas e o crescente número de casos de violência ou hostilidade contra os fiéis, especialmente os cristãos. Resultam envolvidas 2 bilhões de pessoas, para as quais não é fácil de praticar uma religião.

A Rádio Vaticano conversou com o sociólogo Massimo Introvigne, representante da OSCE, Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, para a luta contra a xenofobia, o racismo e a discriminação.

R – Estes dados confirmam os dados de “Ajuda à Igreja que Sofre”, de Open Doors” e também do livro de Grim e Finke que se intitula “O preço da liberdade negada”; portanto são dados conhecidos, mas são dados que devem ser recordados sempre, porque, como afirma Bento XVI em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz 2011, a liberdade religiosa é um dos primeiros problemas do mundo contemporâneo, mas é também um dos problemas sobre o qual menos se fala.

P – Os cristãos são a maioria dos perseguidos, ainda que eles não sejam os únicos …

R. – Sim: creio que podemos projetar esses dados em um período de tempo maior e refazer as estatísticas de David Barrett, que é o “mister estatística” no mundo das religiões, que nos diz: é verdade que também outras minorias são perseguidas, mas nos séculos XX e XXI, três quartos dos mortos – ele se ocupa somente deles – por causa da perseguição religiosa, são cristãos. E há outro fato: enquanto os cristãos são mais frequentemente assassinados por regimes totalitários, ou por seguidores fundamentalistas de outras religiões, no que diz respeito aos muçulmanos, que são o segundo maior grupo de vítimas por causa de sua fé, esses, em alguns casos, como na Índia, são assassinados por fundamentalistas hindus, mas chegam ao grande número de mortos especialmente nos confrontos entre sunitas e xiitas, ou seja, nos conflitos entre muçulmanos.

Uma cifra: de acordo com Barrett, desde a morte de Jesus Cristo até o ano 2000 se registraram 70 milhões de mártires cristãos; mas é muito significativo que desses 70 milhões, 45 milhões se concentraram no século XX. E no século XXI, na primeira década, os cristãos assassinados foram 160 mil por ano. Agora, o número se reduziu para 100 / 105 mil por causa do fim de algumas situações muito graves, como no Sudão, onde, felizmente, o número de mortes de cristãos diminuiu. No entanto, os números continuam muito elevados.

fonte: Rádio Vaticano

Only religious thugs love blasphemy laws

Blasphemy is not a protector of religious freedom, as the UN maintains, but its mortal enemy

Se as circunstâncias não fossem tão terríveis, a bem sucedida tentativa do Paquistão de persuadir o Conselho de Direitos Humanos da ONU a condenar blasfemos que difamam a religião teria sido uma comédia negra. Cada palavra que seus diplomatas usaram em 2009 para protestar contra a islamofobia se mostrou a descrição precisa dos preconceitos que o estado paquistanês estava levando a cabo em casa.

Eles disseram que a ONU deveria aprovar uma lei universal de blasfémia para proteger minorias religiosas de “intolerância, discriminação e atos de violência”. Se não fossem os hipócritas que aparentavam, mas homens decentes com desejo de ajudar todas as minorias e não apenas muçulmanos, eles deveriam agora reconhecer que Salmaan Taseer foi assassinado por proteger minorias religiosas paquistanesas da própria lei de blasfémia daquele país.

Taseer não foi tão longe quanto dizer que o Corão, como o Talmude e a Bíblia, era obra de homens, não de Deus, ou criticar os ensinamentos de Maomé. Seu crime foi se colocar contra a perseguição de cristãos em países muçulmanos, um assunto que a mídia dos ocidentais supostamente fomentadores de guerras e “crusados” cultural-imperialistas mal menciona, com medo de causar “ofensa”. Ele denunciou o tratamento de Aasia Bibi, uma cristã mãe de cinco. Ela havia discutido com mulheres muçulmanas que se recusaram a beber a água que ela levou, porque ela (Bibi) era impura e portanto a bebida estava contaminada. Foi relatado ao clérigo local que ela havia usado o nome de Maomé em vão. Foi o bastante para o juiz ordenar sua morte por enforcamento. Portanto, não muito respeito demonstrado pelos direitos da minoria. Nem pelos direitos de Salmaan Taseer, cuja última visão foi de Mumtaz Qadri atirando 26 balas em seu corpo, enquanto outros membros de sua guarda o permitiram fazer isso.

“Difamação da religião é uma séria afronta à dignidade humana, que leva à restrição da liberdade de seus aderentes e ao incitamento da violência religiosa”, bradaram os oficiais paquistaneses na ONU, em 2009. Mutatis mutandis, o Paquistão se transformou em um país tão amedrontado dos incitadores de violência religiosa que os liberais permanecem em silêncio, com medo dos assassinos virem em seu encalço; uma terra tão incivilizada que Jamaat-e-Islami e outros bandos de criminosos teocratas podem se safar culpando Taseer por sua própria morte e tratando seu assassino como um herói, por executar a vontade de deus.

 

Leia aqui o artigo completo

 

in The Guardian

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