Tribunal iraniano quer obrigar cristão a renunciar à fé
Youcef Nadarkhani liderava uma comunidade de cerca de 400 cristãos na cidade de Rasht, no Irão, até à sua detenção em Outubro de 2009.
Uma vez que nasceu numa família muçulmana, tendo-se convertido aos 19 anos, Nadarkhani foi acusado de apostasia, isto é, de renunciar ao Islão para abraçar outra religião. A apostasia não é um crime no código penal iraniano, embora haja um projecto-lei nesse sentido no parlamento, mas o direito estipula que em casos em que o código penal não abranja um determinado crime, os juízes devem recorrer à lei islâmica que, no entender de alguns, estipula que quem renuncia ao Islão deve ser morto.
Nadarkhani foi condenado à morte pelos tribunais de primeira instância mas recorreu da decisão. Agora o supremo tribunal revogou a condenação, mas disse que, se o acusado não renuncie à sua conversão, o caso será enviado de volta para os tribunais menores.
Actualmente Nadarkhani está detido, sem direito a visitas. Fontes cristãs do país garantem que não faz tenções de renunciar ao Cristianismo.
O Irão é uma teocracia islâmica xiita, cuja lei está assente na Sharia, pelo menos segundo a interpretação dos Ayatollahs, os mais altos clérigos.
O Cristianismo, Judaísmo e mais algumas religiões são toleradas entre as populações que historicamente as praticam, mas qualquer conversão de um muçulmano a outra religião é absolutamente proibida.
Há cerca de 300 mil cristãos no Irão, a maioria dos quais pertence à Igreja Ortodoxa Arménia. A Igreja Assíria do Oriente e a Igreja Católica Caldeia também têm alguns milhares de fiéis. Uma vez que qualquer actividade missionária destas igrejas é impedida pelo Estado, esse campo fica aberto para confissões protestantes, evangélicas, como a Igreja do Irão, a que pertence Nadarkhani.

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