Bento XVI: Liberdade Religiosa está ameaçada no Ocidente

Bento XVI referiu que a liberdade religiosa enfrenta ameaças no Ocidente, condenando uma “crescente marginalização” da religião na vida pública.

“Penso, em primeiro lugar, em países onde se reconhece uma grande importância ao pluralismo e à tolerância, enquanto a religião sofre uma crescente marginalização”, assinalou, no Vaticano.

O Papa falava diante do corpo diplomático acreditado junto da Santa Sé, fazendo um balanço do ano que passou, em termos de liberdade religiosa no mundo.

Para Bento XVI, os cristãos enfrentam no Ocidente “outros tipos de ameaça contra o pleno exercício da liberdade religiosa”, havendo quem procure “impedir toda e qualquer influência” na vida social.

“Chega a pretender-se que os cristãos ajam, no exercício da sua profissão, sem referência às suas convicções religiosas e morais, e mesmo em contradição com elas, como, por exemplo, quando estão em vigor leis que limitam o direito à objecção de consciência”, lamentou.

Outra manifestação da “marginalização da religião e particularmente do cristianismo”, segundo Bento XVI, “consiste em banir da vida pública festas e símbolos religiosos, em nome do respeito por quantos pertencem a outras religiões ou por aqueles que não acreditam”.

“Agindo deste modo, não apenas se limita o direito dos crentes à expressão pública da sua fé, mas cortam-se também raízes culturais que alimentam a identidade profunda e a coesão social de numerosas nações”, disse o Papa, falando especificamente na “exposição do crucifixo nos lugares públicos”.

Bento XVI declarou, neste contexto, que “a liberdade religiosa não é plenamente aplicada quando se garante apenas a liberdade de culto, mais a mais com limitações”.

Neste tradicional encontro de início de ano com diplomatas de todo o mundo, o Papa pediu também “uma plena tutela da liberdade religiosa e dos outros direitos humanos com programas que, desde a escola primária e no quadro do ensino religioso, eduquem para o respeito de todos os irmãos em humanidade”.

Para o Papa, é fundamental que exista “a convicção de que não se pode criar uma espécie de escala na gravidade da intolerância com as religiões”.

“Infelizmente, é frequente uma tal atitude, sendo precisamente os actos discriminatórios contra os cristãos aqueles que se consideram menos graves, menos dignos de atenção por parte dos governos e da opinião pública”, lamentou.

A Santa Sé tem relações diplomáticas com 178 Estados, a que se somam a União Europeia, a Ordem Soberana de Malta e uma missão de carácter especial, o secretariado da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Fonte Ecclesia

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Organização internacional católica, dependente da Santa Sé, cuja missão é ajudar os cristãos perseguidos por causa da sua fé. Procura estar atenta às várias situações de necessidade destes cristãos, particularmente a falta de liberdade religiosa. Para isso, publica periodicamente um Observatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo www.fundacao-ais.pt/

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