Papa pede mais liberdade religiosa nos países muçulmanos

O papa Bento XVII disse que todos os Estados deveriam garantir a todas as pessoas a liberdade de praticar a sua fé publicamente, numa crítica clara a alguns países muçulmanos onde os direitos religiosos são restritos.

O papa fez o apelo na recente «exortação apostólica», na qual propõe reflexões sobre o sínodo dos bispos de 2008, no Vaticano, sobre o tema da «Palavra de Deus».

Afirmou ainda que a Igreja Católica respeita todas as religiões. Numa secção à parte do documento é dedicada à relação com os muçulmanos.

«Ao mesmo tempo, o diálogo não se vai mostrar frutífero a menos que inclua um respeito autêntico a todos e a capacidade de todos praticarem livremente a sua religião», afirmou ele.

«Respeito e diálogo requerem reciprocidade em todas as esferas», disse o pontífice, acrescentando que isso deveria incluir o direito de se professar uma religião «particularmente e em público e que a liberdade de consciência seja efectivamente garantida a todos os fieis».

«Reciprocidade» é o termo usado pela Igreja Católica Romana para exigir direitos plenos aos cristãos nos países islâmicos, onde as leis os proíbem de praticar abertamente a «sua religião. Ela já pediu por reciprocidade várias vezes à Arábia Saudita».

Pelo menos 3,5 milhões de cristãos de todas as denominações vivem na região do Golfo Pérsico, local de origem do Islão, que abriga algumas das sociedades árabes muçulmanas mais conservadoras do mundo.

A liberdade de praticar o Cristianismo, ou qualquer outra religião diferente do Islão, nem sempre é permitida no Golfo e varia de país a país. A Arábia Saudita, que segue uma forma austera do Islã sunita, tem as restrições mais duras.

O Vaticano afirma que os cristãos nos países de maioria muçulmana deveriam ser autorizados a praticar a religião de forma aberta, assim como ocorre com os muçulmanos nos países de maioria cristã na Europa.

Na Arábia Saudita, que abriga os locais mais sagrados do Islão, qualquer forma de adoração não-muçulmana ocorre em ambientes privados. A conversão de muçulmanos pode ser punida com a pena de morte, embora condenações desse tipo sejam raras.

As missas e os encontros religiosos em geral ocorrem em residências de diplomatas, mas o acesso é limitado. Assim, os cristãos costumam reunir-se em salas de hotel, correndo um grande risco.

Anúncios

About Fundacao AIS

Organização internacional católica, dependente da Santa Sé, cuja missão é ajudar os cristãos perseguidos por causa da sua fé. Procura estar atenta às várias situações de necessidade destes cristãos, particularmente a falta de liberdade religiosa. Para isso, publica periodicamente um Observatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo www.fundacao-ais.pt/

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: