Archive | Agosto 2010

Nepal: Igualdade religiosa em debate

Cerca de 50 sacerdotes e elementos de congregações religiosas debateram nos últimos dias a questão a igualdade entre religiões, partilhando as suas ideias com outros líderes cristãos, muçulmanos, budistas e hindus.

Tratou-se de um Fórum Inter-religioso, organizado pela Companhia de Jesus, e que decorreu em Katmandu, capital do Nepal.

Desde há algum tempo que cresce, entre os cristãos e outras minorias religiosas do país, a preocupação pelo futuro da liberdade religiosa do Nepal, que está há quase dois meses sem governo. Recorde-se que o primeiro-ministro Madhav Kumar renunciou ao cargo no final de Junho.

O impasse político que afecta o país, bem como o continuo adiamento à aprovação da primeira Constituição democrática, é visto como factor de favorecimento ao clima de laicização iniciado em 2006, após a queda da monarquia.

Há sectores da sociedade que gostariam de ver o hinduísmo restaurado como a religião do Estado. De acordo com a Rádio Vaticano, os participantes no fórum “concordaram sobre a importância de defender a igual dignidade de todas as religiões no país, porque os problemas começam quando uma religião afirma ser superior à outra”.

O padre jesuíta, José Jomon, coordenador da iniciativa, disse esperar que “este intercâmbio ajude os católicos a darem uma contribuição activa para o actual debate e a fazerem ouvir as suas opiniões”.

Cerca de 80 por cento da população do Nepal é hindu. A presença católica remonta aos anos 50, quando os jesuítas abriram uma escola na capital Katmandu.

Hoje em dia, estima-se que haja cerca de 7.500 católicos no território, que é habitado por perto de 28.500 milhões de pessoas.

Até 2006, a Igreja católica teve de ser bastante discreta nas suas actividades, maioritariamente sociais educacionais, já que era proibido aos missionários fazer acções de conversão. A conversão de uma religião para outra era ilegal e punida com prisão.

fonte: Ecclesia

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Liberdade religiosa, único caminho para a paz

“A liberdade religiosa é o único e verdadeiro caminho que leva à paz”, declarou o cardeal Oswald Gracias, arcebispo de Bombai e presidente da Conferência Episcopal Indiana, comentando o tema escolhido por Bento XVI para o próximo Dia Mundial da Paz, em 1º de janeiro de 2011.

O tema será “Liberdade religiosa, caminho para a paz”, “um tema muito importante para a Índia e para o mundo inteiro” e “uma reflexão decisiva para o mundo atual e para a defesa dos direitos fundamentais do homem”, sublinhou o cardeal, em uma entrevista com a agência Fides.

“Respeitar a liberdade religiosa – afirmou – significa que nenhum governo nem nenhuma autoridade civil tem o direito de interferir na essência e na liberdade mais profunda do coração e da alma de um ser humano, dizendo-lhe que religião deveria seguir ou como deve adorar Deus.”

“Este é um dos direitos fundamentais do homem, que defenderemos sempre como Igreja” – acrescentou. Ir contra este direito é ir contra a paz e a fraternidade.”

Aplicando o tema do próximo Dia Mundial da Paz ao contexto indiano, o cardeal Gracias evocou mais precisamente “o contexto multirreligioso e multicultural”, sublinhando a presença na Índia de “grupos que interpretam mal a religião, instrumentalizando-a com outros fins e convertendo-a em um motivo de conflito ou de problema”, impedindo toda harmonia na sociedade.

“Como Igreja Católica, buscamos construir boas relações com todo mundo e construir um diálogo que seja respeitoso da liberdade e um caminho efetivo da paz, um bem supremo. Dessa forma, como cristãos, estamos contribuindo para a construção da família humana.”

“Mas se o tema do próximo Dia Mundial da Paz é útil para a Igreja na Índia, também é bom para a Igreja na Indonésia”, disse, por sua vez, Dom Ignacio Suharyo, arcebispo de Jacarta.

“Discutir sobre um tema tão importante e delicado sempre faz bem – afirmou -, porque também pode servir de reflexão em um contexto no qual o direito à liberdade religiosa é, às vezes, difícil de viver e realizar plenamente.”

A Igreja na Indonésia é muito ativa no âmbito do diálogo inter-religioso.

“O tema da liberdade religiosa, em todas as suas implicações, continua sendo o centro não somente dos debates, conferências, discussões entre os líderes religiosos na sociedade civil, mas também no âmbito político. É bom falar e que este tema apresente perguntas e discussões que sejam objeto e centro do dialogo.”

“Tenho certeza de que a reflexão do Santo Padre, na qual não deixaremos de aprofundar e difundir, em diálogo com outras comunidades, nos ajudará em nossas relações com outros líderes religiosos e comunidades”, concluiu.

fonte: ZENIT.org

Instituição pede ao governo do Iraque mais ação a favor dos cristãos

Uma instituição em defesa da liberdade religiosa pede ao governo do Iraque e a seu embaixador pela Santa Sé que se garantam com ações, não só com palavras, os direitos fundamentais dos cristãos no Iraque.

A associação criada em Roma, “Salve os Mosteiros”, comentou em um comunicado asdeclarações do novo embaixador do Iraque na Santa Sé, Habeeb Mohammed Hadi Alí Al-Sadr.

“O sentido de suas palavras é que os cristãos estão muito bem no Iraque e estão protegidos pelo governo, de forma que o Ocidente deve se encarregar de convencer os refugiados cristãos em outros países para que retornem quanto antes ao Iraque, onde encontrarão um grande acolhimento”, garante “Salve os Mosteiros”.

Além disso, o embaixador, segundo a organização, garante que “os meios de comunicação e as organizações ocidentais estão seguindo o jogo dos terroristas, ao se preocuparem pelos cristãos, por seu futuro e o truncado desenvolvimento da sociedade, dando atenção às ações terroristas”.

Segundo “Salve os Mosteiros”, é “uma mensagem claramente demagógica, que só pode se justificar por um interesse político que busca esquecer uma trágica realidade: a do sofrimento dos cristãos iraquianos, que infelizmente ocorre”.

“Seria mais compreensível e útil se o embaixador enfrentasse a questão com tons menos triunfalistas e manipuladores, explicando as dificuldades do governo que representa para encontrar soluções adequadas para salvar os direitos civis, culturais, religiosos, da minoria iraquiana e das demais minorias”, afirma.

“Salve os Mosteiros” apoia as últimas declarações de Dom Shlemon Warduni, bispo auxiliar de Bagdá dos Caldeus: “É muito difícil viver num lugar onde não há lei, onde não há governo. O Iraque não tem governo, não tem lei […] Não há trabalho e existem carros bomba, kamikazes, e outros atos de violência”. E conclui com o prelado: “Queremos, pedimos, gritamos: Paz e segurança!”.

“Salve os Mosteiros” reúne mais de 200 acadêmicos, artistas, mulheres e homens de cultura amantes do patrimônio artístico-religioso do mundo, comprometidos na defesa da liberdade religiosa, em particular em Kosovo, Iraque, Oriente Médio e Ásia (http://www.salvaimonasteri.org).

fonte: ZENIT.org

Índia: Líder nacionalista hindu ameaça eliminar cristianismo

O líder hindu Prahlad Remani está decidido a eliminar a religião cristã do Estado de Karnataka, no Sul da Índia: “Prometo que não ficarei tranquilo enquanto o cristianismo não for erradicado da região”, afirmou.

Segundo a Rádio Vaticano, as declarações do deputado do Partido Bharatiya Janatajp foram proferidas durante as celebrações de independência da Índia, a 15 de Agosto.

“As pessoas devem estar atentas e vigilantes para a difusão dessas sementes do cristianismo. Os fiéis de todas as demais religiões, inclusive os hindus, devem erradicá-las”, disse o responsável.

O Presidente do Conselho dos Cristãos Indianos, Sajan Kavinkalath George, pediu ao Governo que se oponha a pronunciamentos deste género.

“Se os membros eleitos da Assembleia de Estado enveredam por esse tipo de discurso incendiário que visa romper a harmonia e causar desconfiança, poder-se-á pensar que recebem apoio político e que vão usar de violência contra a vulnerável minoria cristã”, frisou.

“Desde que o Partido Bharatiya Janata chegou ao poder, em Maio de 2008, verificaram-se mais de 200 incidentes em Karnataka envolvendo cristãos”, sublinhou Sajan George.

O caso mais recente ocorreu a 15 de Agosto no distrito de Mandya, onde dois pastores e 10 fiéis do “Campus Crusade of Christ” foram detidos pela polícia, depois de 30 militantes hindus os terem obrigado a interromper a celebração que estavam a realizar.

Os fiéis foram libertados enquanto os pastores ficaram na prisão, acusados de proselitismo.

O Arcebispo de Bangalore, Bernard Moras, pediu ao governador de Karnataka que impeça os secretários de Estado e políticos de fazer declarações exaltadas e depreciativas sobre as religiões.

Em Karnataka vive uma comunidade de um milhão de cristãos, integrados numa população de 53 milhões de habitantes.

Fonte: Agência Ecclesia com Rádio Vaticano

Índia: Igreja preocupada com as novas manifestações anticristãs

Líder político convida a “erradicar o cristianismo”
Uma multidão incontrolada atacou ontem uma escola católica, a St Pius Higher Secondary School, no Estado central indiano de Madhya Pradesh, destruindo o mobiliário e os aparelhos, segundo informa a agência UCAN.Este novo episódio de violência, supostamente perpetrado por membros da ala estudantil do Bharatiya Janata Party, segundo o P. Biju Thiruthanathil, teria sido instigado por alguns dos empregados da própria escola, para pressionar um aumento de salários.

Segundo o secretário de educação da diocese à qual a escola pertence, a de Khandwa, o P. Saji V. Kurian nesse momento teria considerado o aumento de salários, mas a diocese havia pedido para que esperassem a chegada do bispo, que estava fora do Estado.

No ano passado, os representantes católicos fizeram uma petição ao Tribunal Supremo de Madhya Pradesh, demandando proteção para os cristãos e suas instituições. Ainda não houve veredicto.

Tensão em Karnataka

Este novo ataque, o 184º desde que o partido radical hindu Bharatiya Janata Party (BPJ) subiu ao poder, renovou a preocupação da Igreja na Índia, especialmente desde que um dos seus líderes políticos, no último dia 15 de agosto, convidou a “erradicar o cristianismo” da sociedade.

Assim revelou Dom Peter Machado, bispo de Belgaum (Estado indiano de Karnataka, mais ao Sul que Madya Pradesh), em declarações a UCAN, sublinhando a preocupação dos cristãos.

O político do BPJ, Prahlad Remani, membro da Câmara Legislativa de Karnataka, afirmou, em um ato realizado por ocasião do 64º aniversário da independência da Índia, que, quando os britânicos deixaram o lugar, “cometeram dois erros: permitiram a partição da Índia e a criação do Paquistão, e deixaram sementes de cristianismo”.

“Estas sementes estão sendo espalhadas sistematicamente por meio das instituições cristãs”, o que “coloca a nação em perigo” e, por isso, “elas devem ser erradicadas” da região, afirmou Remani diante do seu auditório.

Dom Machado manifestou sua preocupação pela tensão gerada por estas declarações na região, que até agora “havia sido comparativamente pacífica” com relação a outras desse Estado, como Mangalore ou Bangalore, testemunhas de episódios violentos em 2008 e 2009.

“Os cristãos estão assustados”, afirmou o prelado – mais ainda após a reiteração posterior de Remani de que continuará com sua campanha anticristã.

Fonte ZENIT.org

Obama defende construção de mesquita na Baixa de Manhattan

O Presidente norte-americano, Barack Obama, interveio com força no debate sobre os planos para erguer uma mesquita a dois quarteirões do World Trade Center, em Nova Iorque, dizendo que a oposição é uma atitude que vai contra os valores da América.

Mas no dia seguinte a ter proferido o discurso num jantar de iftar, a refeição de quebra do jejum do Ramadão, na Casa Branca, Obama comentou as suas próprias palavras, sublinhando à estação de televisão CNN que não estava a falar da ideia por trás do projecto: “Não comentei, nem vou comentar, a sensatez de tomar a decisão de pôr ali uma mesquita.”

Na véspera, Obama tinha-se centrado na defesa da liberdade religiosa:

“Como Presidente, acredito que os muçulmanos têm o direito de praticar a sua religião, tal como todas as outras pessoas neste país. E isso inclui o direito de construir um centro de oração e comunitário em propriedade privada na Baixa de Manhattan”, disse Obama. “Estamos na América, e o nosso compromisso com a liberdade religiosa deve ser inabalável.”

fonte: Público

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Índia: Aumenta número de seminaristas apesar da perseguição

O número de seminaristas cresceu na Índia durante a última década, apesar da crescente perseguição contra as minorias religiosas, entre elas os cristãos, no país.    

O bispo da diocese de Sagar, Dom Anthony Chirayath, afirmou que em 1968 seu bispado contava somente com três sacerdotes e agora tem 35.

O prelado destacou a valentia dos jovens que decidem se dedicar ao serviço da Igreja, apesar dos incidentes relacionados com a religião, que em 2009, aumentou para 654 ataques, segundo o ministro de Assuntos Exteriores da Índia, Ajay Maken.

Indicou que todos os jovens conhecem a violência anticristã dos anos 2007 e 2008 no Estado de Orissa.

Foram assassinados sacerdotes e religiosas, “mas, apesar disso, continuam se apresentando para seguir esta vida santa”, destacou o bispo da Igreja Sírio-Malabar, uma igreja oriental em plena comunhão com o Papa.

Dom Chirayath também destacou o valor dos candidatos que se preparam para o sacerdócio e a vida religiosa, apesar de suas circunstâncias familiares e da crescente violência que a Igreja enfrenta.

Destacando como os cristãos se fortaleceram a partir das antigas raízes da Igreja Sírio-Malabar, o bispo afirma: “Nós somos filhos de São Tomé, parte de uma tradição de fé que se remonta há dois mil anos atrás”.

Segundo o prelado, a manutenção de devoções familiares como o terço também ajudou a estimular as vocações.

“Os jovens estão envolvidos em atividades sociais e religiosas, o que os inspira a ajudar os pobres e necessitados como sacerdotes ou religiosas.” O aumento do número de seminaristas levou a diocese de Sagar a abrir um seminário menor.

“Quando me converti em bispo, há alguns anos, não tínhamos seminário menor – recordou. Só havia quatro vagas para os estudantes, com o pároco.”

Então foi escolhido um lugar em Bararu, distante da residência episcopal, para construir dois dormitórios (cada um deles pode abrigar mais de 15 estudantes), quatro salas de aula, uma biblioteca ou pequenas salas para professores. Porém, o seminário, onde atualmente vivem 25 seminaristas menores, permanece inacabado e necessita de mais instalações, como uma capela e um refeitório.

“É um elemento essencial na formação de futuros sacerdotes – afirmou o bispo Chirayath. Sem um seminário menor, não podemos ter mais sacerdotes.”

A entidade Ajuda à Igreja que Sofre apoiará esses futuros sacerdotes doando 18 mil euros para a construção da capela do seminário, que poderá acolher mais de 60 pessoas.

“Em uma capela, podemos lhes dar formação litúrgica apropriada – explicou o bispo. Um lugar para rezar é muito importante, é central na formação litúrgica.”

Fonte ZENIT.org

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